domingo, 3 de junho de 2012

36 anos


36 anos
por PEDRO ARROJA

Salazar governou o país durante 36 anos, o mesmo número de anos que tem o regime democrático saído do 25 de Abril. A comparação entre a performance económica do país nestes dois períodos de 36 anos é favorável de forma avassaladora ao primeiro, e Salazar teve pelo meio uma guerra mundial, uma guerra colonial em várias frentes e não teve ajudas externas.
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Se o regime salazarista tivesse tido a performance económica do regime democrático, Salazar, que governou Portugal desde 1932 até à sua morte em 1968, teria sido deposto muito antes de morrer. Ele só se manteve tanto tempo no poder porque o regime económico do Estado Novo era uma máquina impressionante de produzir riqueza. Nunca na época moderna, e talvez nunca na sua história, os portugueses prosperaram tanto em tão pouco tempo.
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Eu estou hoje convencido que a única forma racional de governação de uma comunidade humana (seja uma família, um país, ou outra) é aquela que tem no topo da governação um homem com poderes supremos e absolutos, à semelhança do que sucede com o Papa da Igreja Católica. Só assim é possível pedir responsabilidades a alguém pelo que está mal, e esse mesmo homem tem todos os poderes para corrigir a situação. Este é o segredo que permite à Igreja Católica viver há mais de dois mil anos.




3 comentários:

  1. Fiquei um pouco chocado com este texto. Como é que se pode ser a favor de uma ditadura??? Deu-me que pensar! Então, e as pessoas que passavam fome durante a ditadura? Então, e a quantidade de iletrados durante a ditadura? Então e a PIDE?

    Também está a favor disso?

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  2. Bom dia Luís Miranda,

    ..."Então, e as pessoas que passavam fome durante a ditadura? Então, e a quantidade de iletrados durante a ditadura? Então e a PIDE?"...

    Nos problemas que evoca (fome,iletracia) como se fossem respeitante apenas à ditadura tem de compreender que já existia um Portugal assim antes da ditadura, como existe um Portugal assim depois da ditadura. É o fado português.

    Quanto à PIDE, a censura de opinião e política, é um fato que não existia antes da ditadura (pelo menos com uma dimensão assinalável), agora não se pode entender o passado com os olhos do presente, temos que entender a realidade da época e inseri-la em todo um contexto existente à época.

    E a censura democrática, já parou para olhar para a democracia em que vive? Os episódios burlescos, a quantidade de histórias escabrosas e corrupção todas mal contadas e não julgadas.

    Sobre a economia por mais que queira basta pegar nos indicadores económicos e entender que a verdade económica está do lado da ditadura e não da democracia.

    E a missão principal aqui no blog é defender a verdade económica.

    Agora não se preocupe mais com Salazar que ele já fez o seu papel na história! Umas coisas bem outras mal.

    Esta é uma crise extremamente grave, não só portuguesa, mas global e com uma maior incidência na civilização ocidental.

    Se tiver oportunidade de ter uma leitura mais aprofundada pelo blog vai perceber todas as dinâmicas que estiveram na base desta crise.

    Recomendo também vivamente a leitura dos blogues que estou a seguir. No blog Portugal Contemporâneo encontrará o autor deste post onde poderá conhecer melhor o espírito e ideias de Pedro Arroja.

    E tenha sempre a bondade de questionar.

    Um bom domingo.

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