quarta-feira, 17 de outubro de 2012
terça-feira, 16 de outubro de 2012
O charuteiro cubano: um discurso de enrolar
*O secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, afirmou hoje, em Coimbra, que a redução de 50% dos contratados a prazo no setor público, anunciada segunda-feira pelo Governo, constitui “o maior despedimento coletivo que se verificou em Portugal”.Para o líder da CGTP-IN, “o que está em marcha é um ataque contra os trabalhadores da administração pública mas, acima de tudo, contra os serviços públicos e os direitos das próprias populações que poderão ser gravemente afetadas por esta medida”. Tendo em conta que Arménio Carlos representou a CGTP em Cuba nas festividades do 1º de Maio deve ser a pessoa indicada não para contestar esta medida mas sim para explicar como se despede um milhão de funcionários públicos Ou Arménio Carlos diz uma coisa em Havana e outra em Lisboa ou o jet lag lhe causa transtornos de personalidade.
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segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Citação do dia
..."O País não precisa de quem diga o que está errado; precisa de quem saiba o que está certo."...
Por Agustina Bessa-Luís
A pauperização histórica de Portugal
A pauperização histórica de Portugal
Se as pessoas são na generalidade avessas ao raciocínio especulativo, são-no em absoluto à projecção estatística e à quantificação interpretativa, teimando em não querer ver a evidência daquilo que, sabem, contraria lugares-comuns, crenças e mitos profundamente ancorados. Há alguns anos, no mestrado em Geopolítica e Geostratégia, comecei a trabalhar com tabelas de avaliação de poder dos Estados. Se é certo que o Produto Interno Bruto não faculta, por si, mais que informação genérica que requer comparação com outros dados, permite situar o nível de riqueza das nações e, assim, garantir maior legibilidade ao sistema internacional e às relações de poder existentes entre os actores.
Se analisarmos a posição de Portugal no mundo, entre 1500 e 1820, isto é, entre o início da construção do Estado moderno e a Revolução Liberal, verificamos que Portugal oscilou entre a 7ª e a 9ª posições, ou seja, o lugar ocupado pelas grandes potências. Depois, entre 1870 e 1913, decaiu para o segundo grupo dos Estados ditos médias potências. A República atirou-nos para a condição de pequeno Estado, posição revertida entre 1950 e 1973, mercê de sólidas políticas genéticas de transformação económica. Em 1973, Portugal era, em termos comparativos, o 14º mais rico actor económico mundial. Trinta anos depois, cheios de nós - europeus, grandes consumidores - éramos o 39º, em 2017 seremos o 52º e em meados do século que corre estaremos na 73ª posição, atrás do Bangladesh.
Há que fazer uma leitura política dos dados. Não o fazer é enterrar a cabeça na areia e atalhar o caminho para a absoluta insignificância.
Produto interno bruto
1500: Portugal na 12ª posição (tabela Madison), de facto 7º.
1600: Portugal na 14ª posição (tabela Madison), de facto 9º.
1700: Portugal na 12ª posição (tab. Madison), de facto 8º.
1820: Portugal na 13ª posição (tab. Madison), de facto 9º.
1870: Portugal na 15ª posição
1900: Portugal em 21ª posição
1913: Portugal na 20ª posição (ponderada)
1938: Portugal na 23ª posição (tabela Bairoch 1830-1938)
1950: Portugal em 16ª posição
1973. Portugal em 14ª posição
2005-2011: 39ª posição
2017: 52ª posição (estimativa 2010-2017)
2050: 73ª posição
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A austeridade de Sampaio
– Fundação Cidade de Guimarães
Folha salarial da Fundação Cidade de Guimarães
Folha salarial (da responsabilidade da Câmara Municipal) dos administradores e de outros figurões, da Fundação Cidade de Guimarães, criada para a Capital da Cultura 2012:
- Jorge Sampaio - Presidente do Conselho de Administração:
14.300 € (2 860 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 500 € por reunião
- Carla Morais - Administradora Executiva
12.500 € (2 500 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
- João B. Serra - Administrador Executivo
12.500 € mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
- Manuel Alves Monteiro - Vogal Executivo
2.000 € mensais + 300 € por reunião
Todos os 15 componentes do Conselho Geral, de entre os quais se destacam Jorge Sampaio, Adriano Moreira, Diogo Freitas do Amaral e Eduardo Lourenço, recebem 300 € por reunião, à excepção do Presidente (Jorge Sampaio) que recebe 500 €.
Em resumo: 1,3 milhões de Euros por ano (dinheiro injetado pelo Estado Português) em salários.
Como a Fundação vai manter-se em funções até finais de 2015, as despesas com pessoal deverão ser de quase 8 milhões de Euros!!!
Reparem bem: Administradores ganhando mais do que o PR e o PM!
Esta obscenidade acontece numa região, como a do Vale do Ave, onde o desemprego ronda os 15 % !!!
Folha salarial da Fundação Cidade de Guimarães
Folha salarial (da responsabilidade da Câmara Municipal) dos administradores e de outros figurões, da Fundação Cidade de Guimarães, criada para a Capital da Cultura 2012:
- Jorge Sampaio - Presidente do Conselho de Administração:
14.300 € (2 860 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 500 € por reunião
- Carla Morais - Administradora Executiva
12.500 € (2 500 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
- João B. Serra - Administrador Executivo
12.500 € mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
- Manuel Alves Monteiro - Vogal Executivo
2.000 € mensais + 300 € por reunião
Todos os 15 componentes do Conselho Geral, de entre os quais se destacam Jorge Sampaio, Adriano Moreira, Diogo Freitas do Amaral e Eduardo Lourenço, recebem 300 € por reunião, à excepção do Presidente (Jorge Sampaio) que recebe 500 €.
Em resumo: 1,3 milhões de Euros por ano (dinheiro injetado pelo Estado Português) em salários.
Como a Fundação vai manter-se em funções até finais de 2015, as despesas com pessoal deverão ser de quase 8 milhões de Euros!!!
Reparem bem: Administradores ganhando mais do que o PR e o PM!
Esta obscenidade acontece numa região, como a do Vale do Ave, onde o desemprego ronda os 15 % !!!
domingo, 14 de outubro de 2012
sábado, 13 de outubro de 2012
O queijo afeta a memória
Portas defendeu em 2011 redução para 115 deputados
À redução do número de deputados para 181, como propôs o PSD sob a liderança de Passos Coelho, Portas contrapôs nesse debate que estes passem “para metade, de 230 para 115”, através de “um círculo nacional ou agregação de círculos, para não se perder dimensão, e representação proporcional pura e dura”.
“Isso não é realista, doutor Paulo Portas, por uma razão simples, é que exige uma revisão constitucional e o PS tem-se mostrado sempre, sempre adverso, sequer, na lei eleitoral, a fixar os 181 que a Constituição já admite, quanto mais menos de 181”, respondeu-lhe o presidente do PSD, assinalando que uma revisão constitucional depende de uma maioria de dois terços no Parlamento.
“Isso não é realista, doutor Paulo Portas, por uma razão simples, é que exige uma revisão constitucional e o PS tem-se mostrado sempre, sempre adverso, sequer, na lei eleitoral, a fixar os 181 que a Constituição já admite, quanto mais menos de 181”, respondeu-lhe o presidente do PSD, assinalando que uma revisão constitucional depende de uma maioria de dois terços no Parlamento.
notícia aqui
A esquerda queixa-se de quê?
Não querem aumento de impostos? É uma medida socialista
Isto é o socialismo em todo o seu esplendor.
Não se queixem do estado do país.
Portugal, é um país socialista.
Agora alguém esqueceu-se de referir na constituição, e para os mais incautos, que o socialismo não cria riqueza.
Da união à desunião (parte II)
Potenciais focos separatistas na UE:
Escócia, País de Gales, Valónia, Flamengo, Norte de Itália, Veneza, Sicília, Sardenha, Córsega, Catalunha, País Basco, Galiza, Norte de Portugal, Madeira, Baviera
Já tínhamos publicado esta entrevista mas com a evolução dos últimos acontecimentos separatistas na UE não é demais relembrar esta passagem da entrevista com Hans-Hermann Hoppe sobre seu novo livro:
Senhor Hoppe, o senhor escreveu em seu novo livro, Der Wettbewerb der Gauner ("A Competição dos Escroques"), que "Não precisamos de um superestado europeu, que é o que a União Europeia está querendo estabelecer... mas sim de uma Europa e de um mundo formado por centenas, até mesmo milhares, de pequenas Liechtensteins e Singapuras." Tal arranjo não parece muito factível no momento — muito pelo contrário, aliás. Será que as coisas terão de piorar ainda mais — política e economicamente — para que só então possam melhorar?
Infelizmente, receio que sim. Antes de chegarmos a este arranjo que defendo, provavelmente vivenciaremos várias derrocadas nacionais, começando por Portugal, Espanha, Itália e, no final, a Alemanha. Somente então, receio eu, tornar-se-á óbvio para todos aquilo de que muitos já sabem hoje: que a União Europeia nada mais é do que uma enorme máquina de redistribuição de renda e riqueza, da Alemanha e da Holanda para Grécia, Espanha, Portugal e outros.
Mas isso não é tudo. Também ficará claro que a mesma insanidade, a mesma bagunça, também existe dentro de cada país: na Alemanha, por exemplo, há redistribuição de renda e riqueza da Bavaria e de Baden-Württemberg para Bremen e Berlim, da Pequena Cidade A para o Pequeno Vilarejo B, de uma empresa para outra, de uma indústria para outra, de João para José e por aí vai. E sempre seguindo o mesmo e perverso padrão: redistribuição dos países, regiões, locais, empresas e indivíduos mais produtivos para aqueles menos produtivos ou nada produtivos. A quebradeira trará toda esta realidade à luz de uma maneira bastante dramática.
E talvez, só então, as pessoas irão finalmente entender que a democracia — em nome da qual todas estas safadezas e trapaças são feitas — nada mais é do que uma forma especialmente insidiosa de comunismo, e que os políticos que criaram esta demência moral e económica, e que enriqueceram enormemente neste processo (mas nunca, é claro, sendo responsáveis por nenhum dos estragos que causaram), nada mais são do que um desprezível bando de comunistas escroques.
leia a entrevista completa aqui
Citação do dia
..."Se a cobrança de impostos sem consentimento não é um roubo, então basta a qualquer bando de ladrões que se declare como um governo para que todos os seus roubos passem a ser legais." ...
Por Lysander Spooner
A farsa da equidade
MENOS HORAS, MAIOR SALÁRIO Parte substancial desta vantagem salarial no Estado resulta dos horários mais reduzidos de trabalho, o que faz disparar a remuneração por hora.
A Comissão recorda ainda que os trabalhadores do Estado usufruem de maior proteção contra os despedimentos do que os privado, o que representa “benefício significativo na atual viragem negativa”
Mesmo quando se faz as contas a este ano, em que foram retidos os dois subsídios, o pagamento “a mais” aos funcionários públicos em Portugal face aos privados continua a ser um dos mais altos da zona euro.
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