quinta-feira, 4 de outubro de 2012
A reunificação alemã é o nosso pecado original
A reunificação alemã é o nosso pecado original
Em frente à Porta de Brandemburgo, em Berlim, a 3 de outubro de 1990.
Trinta anos após a sua chegada ao poder, a 1 de outubro de 1982, e 22 anos depois da reunificação alemã, a 3 de outubro de 1990, a Alemanha celebra a herança de Helmut Kohl. Mas para Wolfgang Münchau, o chanceler da unificação alemã é também aquele que semeou os germes da atual crise europeia.
Ele está de volta, ali, na sala do grupo parlamentar da CDU-CSU do Bundestag [a 25 de setembro, numa das suas raras aparições públicas, por ocasião de uma cerimónia em sua honra]. Ele, um dos últimos grandes europeístas dos democratas-cristãos alemães, rodeado por um batalhão de eurocéticos que o aplaudem educadamente durante a sua visita ao Reichstag. Hoje, Helmut Kohl teme pelo seu grande sonho de unidade europeia. E tem razões para tal.
Grande amante de metáforas, Helmut Kohl nunca perde uma oportunidade de nos falar das duas faces da mesma moeda: a unidade da Alemanha e a unidade da Europa. A fórmula era cativante e é muito provável que também ele a tenha amado e tenha acreditado nela. No entanto, revelou-se falsa. A unidade alemã não tem no seu verso a unidade europeia mas sim a sua antítese. A reunificação alemã não é apenas uma das causas profundas da crise europeia como está, também, na origem da nossa incapacidade para dela sair. Esta é, de facto, a tragédia do antigo chanceler: a realização da sua grande obra política (a reunificação alemã) trouxe dentro de si a destruição do seu maior sonho político (a unidade europeia).
A reunificação precipitada da Alemanha custou cerca de dois biliões de euros de transferências sociais. É o melhor exemplo do mundo de má gestão económica. Um recorde prestes a ser batido pelo desastre europeu. Como podemos ficar surpreendidos por os cidadãos alemães que já tiveram (e ainda têm) de pagar a reunificação, recusarem agora continuar a meter a mão no bolso para pagarem a Europa?
Renovação institucional da União Europeia
Estou absolutamente convencido de que a antiga República Federal, não reunificada, teria sabido gerir melhor a crise do euro. Teríamos uma união bancária e financeira e a dívida da Grécia teria sido perdoada. A integração europeia era a razão de ser última da antiga República Federal. A crise teria sido a oportunidade de uma renovação institucional da União Europeia.
Em vez da união europeia, procedemos à união nacional. Mudámos de capital e, ao mesmo tempo, de cultura política, ficando mais próximo de Moscovo do que de Bruxelas, Paris ou Londres. Lembro-me da resposta que me foi dada, há alguns anos, por um deputado e alto responsável da CDU quando o interroguei sobre a coordenação das políticas económicas no espaço europeu: a Alemanha não coopera ao nível europeu mas sim ao nível do G-20, os vinte países mais industrializados do mundo. A Alemanha já não se considera como um membro da União Europeia mas sim como uma potência autónoma, que trata de igual para igual com os americanos, os russos e os chineses sem se preocupar com pequenos importunos como os Estados europeus.
Como chegámos aqui? A reunificação alemã escamoteou um parâmetro fundamental da dinâmica europeia que repousava sobre os cinco maiores países-membros (Alemanha Ocidental, França, Reino Unido, Itália e Espanha). Não é por acaso que os britânicos, depois da reunificação da Alemanha, perderam todo o interesse no projeto europeu. E o descomprometimento progressivo do Reino Unido só agravou ainda mais esse desequilíbrio.
Duas faces da mesma moeda
A Alemanha representa hoje mais de um quarto do poder económico europeu mas tem repugnância em assumir um papel de líder que nunca quis ter na Europa. Parceiro como os outros, a antiga república Federal ter-se-ia portado como hoje faz a Holanda, ou seja, de maneira crítica mas construtiva.
Devo admitir que, durante muito tempo, fiz parte daqueles que acreditaram na metáfora de Kohl sobre as duas faces da mesma moeda. No início dos anos de 1990, era inconcebível que, um dia, a Alemanha se pudesse desligar do consenso pró-europeu. Este afastamento deu-se, em parte, com a chegada de responsáveis políticos da Alemanha de Leste, como Angela Merkel, que não têm ligações pessoais com o projeto europeu e voltaram as costas à integração europeia.
Mas a reintegração da ex-Alemanha de Leste, no entanto, não chega para explicar esta evolução. As prioridades também mudaram no ocidente do país. Uma das razões é económica. Por causa do peso da reunificação, a Alemanha adotou uma moeda única com uma cotação sobrevalorizada. Resultado, durante dez anos, a política económica da Alemanha consistiu em aumentar a sua competitividade em vez de tentar reforçar a produtividade no conjunto do espaço europeu. E esta é uma das principais causas da atual crise.
A reunificação da Alemanha e a união da Europa não andam lado a lado, cada uma delas tem os seus próprios problemas económicos. Os futuros historiadores terão, penso eu, um olhar mais crítico sobre a reunificação e os méritos do chanceler Kohl do que atualmente acontece.
artigo aqui
Se consumo cair
Caiado Guerreiro: Se consumo cair "não haverá aumento de impostos diretos que compense"
notícia aqui
Belo retrato
Apesar de estar um pouco desatualizado (agora estamos piores) talvez isto ajude a compreender o resultado de 38 anos de Socialismo:
PORTUGAL NO SÉCULO XXI: A CRISE
1) Na última década, Portugal teve o pior crescimento económico dos últimos 90 anos
2) Temos a pior dívida pública (em % do PIB) dos últimos 160 anos. A dívida pública este ano vai rondar os 100% do PIB
3) Esta dívida pública histórica não inclui as dívidas das empresas públicas. Mais 25% do PIB nacional
4) Esta dívida pública sem precedentes não inclui os 60 mil milhões de euros das PPPs (Parcerias Público-Privados). Mais 35% do PIB nacional Utilizada pelos nossos governantes para fazer obra (auto-estradas, hospitais, etc.) enquanto se adiava o seu pagamento para os próximos governos e as gerações futuras. As escolas também foram construídas a crédito.
5) Temos a pior taxa de desemprego dos últimos 90 anos (desde que há registos).
6) Temos 620 mil desempregados, dos quais mais de 300 mil estão desempregados há mais de 12 meses
7) Temos a maior dívida externa dos últimos 120 anos.
8) A nossa dívida externa bruta é quase 8 vezes maior do que as nossas exportações
9) Estamos no top 10 dos países mais endividados do mundo em praticamente todos os indicadores possíveis
10) A nossa dívida externa bruta em 1995 era inferior a 40% do PIB. Hoje é de 230% do PIB
11) A nossa dívida externa líquida em 1995 era de 10% do PIB. Hoje é de quase 110% do PIB
12) As dívidas das famílias são cerca de 100% do PIB e 135% do rendimento disponível
13) As dívidas das empresas são equivalente a 150% do PIB
14) Cerca de 50% de todo endividamento nacional deve-se, direta ou indiretamente, ao nosso Estado
15) Temos a segunda maior vaga de emigração dos últimos 160 anos
16) Temos a segunda maior fuga de cérebros de toda a OCDE
17) Temos a pior taxa de poupança dos últimos 50 anos
18) Nos últimos 10 anos, tivemos défices da balança corrente que rondaram entre os 8% e os 10% do PIB
19) Há 1,6 milhões de casos pendentes nos tribunais civis. Em 1995, havia 630 mil. Portugal é ainda um dos países que mais gasta com os tribunais por habitante na Europa
20) Temos a terceira pior taxa de abandono escolar de toda a OCDE (só melhor do que o México e a Turquia)
21) Temos um Estado desproporcionado para o nosso país, um Estado cujo peso já ultrapassa os 50% do PIB
22) As entidades e organismos públicos contam-se aos milhares. Há 349 Institutos Públicos, 87 Direções Regionais, 68 Direções Gerais, 25 Estruturas de Missões, 100 Estruturas Atípicas, 10 Entidades Administrativas Independentes, 2 Forças de Segurança, 8 entidades e sub-entidades das Forças Armadas, 3 Entidades Empresariais regionais, 6 Gabinetes, 1 Gabinete do Primeiro Ministro, 16 Gabinetes de Ministros, 38 Gabinetes de Secretários de Estado, 15 Gabinetes dos Secretários Regionais, 2 Gabinetes do Presidente Regional, 2 Gabinetes da Vice-Presidência dos Governos Regionais, 18 Governos Civis, 2 Áreas Metropolitanas, 9 Inspeções Regionais, 16 Inspeções Gerais, 31 Órgãos Consultivos, 350 Órgãos Independentes (tribunais e afins), 17 Secretarias-Gerais, 17 Serviços de Apoio, 2 Gabinetes dos Representantes da República nas regiões autónomas, e ainda 308 Câmaras Municipais, 4260 Juntas de Freguesias. Há ainda as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, e as Comunidades Inter-Municipais.
23) Nos últimos anos, nada foi feito para cortar neste Estado omnipresente e despesista, embora já se cortaram salários, já se subiram impostos, já se reduziram pensões e já se impuseram vários pacotes de austeridade aos portugueses. O Estado tem ficado imune à austeridade
24 Em 2010 Portugal teve o pior crescimento económico do mundo (apenas superado por 2 países em piores condições). O índice de crescimento económico de Portugal ficou em ante penúltimo lugar no conjunto dos 180 países membros do FMI.
Veja os gráficos aqui
Encontrado aqui
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
E a despesa
E a despesa ninguém fala.
Como se gere uma casa ou uma empresa sem controle na despesa?
É atirar ao mar o excesso de carga enquanto é tempo senão o navio vai mesmo ao fundo.
Agradeçam ao Cavaco
Gostaram desta novas medidas? Agradeçam ao Cavaco e à sua maravilhosa noção de equidade.
Já estão a perceber o que é uma falência do estado?
Publicado no Blásfemias
Escrito em 25 de Janeiro de 2010. Estamos na opção 4.
.
.
Como vamos sair deste ciclo défice-endividamento, principal símbolo da governação socialista, perante a incapacidade e a falta de coragem de PP e PSD na proposta de alternativas? Não há muitas soluções. Uma destas virá:
- Golpe de estado - Para o descalabro da primeira república, a solução foi um golpe de estado. As medidas difíceis que os políticos da democracia não souberam ou não tiveram coragem de tomar foram decididas em ditadura, inesperadamente com grande apoio popular. Poderemos ter uma ditadura benigna, daquelas que põem ordem na casa e vão-se embora ou uma ditadura violenta por muitos anos. Provavelmente, implicaria a saída da UE.
- Novo Escudo – Saída do euro, criação de uma nova moeda a um câmbio que significaria uma forte desvalorização imediata. Na prática, seria o mesmo que criar um enorme imposto sobre as poupanças dos portugueses, empobrecendo-os a todos de uma só vez. A subida a pique das taxas de juro significaria a “falência” de muitos dos que vivem endividados. Os produtos importados aumentariam de preço e Portugal voltaria a ser competitivo em algumas indústrias baseadas em mão-de-obra barata. Portugal, no seu devido lugar.
- Socialismo Radical –Todos iguais, todos miseráveis. Baixamos os braços e entregamos isto aos Louçãs, Alegres, Soares, Bernardinos e outros chavistas da nossa praça. Aqueles que têm valor e dignidade saem e voltaremos a contabilizar todos os anos as crescentes remessas dos emigrantes – que seria a principal fonte de rendimento à nossa disposição.
- FMI – O FMI já não é o que era e sem a saída do Euro não terá a ferramenta da desvalorização a seu lado. No euro, só nos resta a redução significativa de salários da função pública(check) a par de despedimentos no estado (check), aumentos de impostos às empresas(check) e particulares (check), cortes violentos nas prestações sociais (check) e redução das transferências para as autarquias (check), saúde (check) , educação (check) e cultura. (check) Teríamos que passar por alterações da constituição (uncheck) e viver em clima de entropia social (check). No fim, estaríamos todos mais pobres (check), mas honrados (uncheck) .
Solução xuxialista
Somos uns masoquistas. Sofremos porque queremos!
Para acabar com a dívida Portuguesa, bastava meter dois ilustres concitadões nos lugares indicados:
- Finanças (com controlo direto dos papéis INAPA e das tintas Sotinco) – Dr Mário Soares – «O dinheiro fabrica-se quando é preciso»
- 1.º Ministro – Por delegação desde Paris – Eng.º Técnico José Sócrates – “As dívidas não são para pagar”
E poderíamos viver no regabofe até ao fim dos nossos dias e mais além...
Para acabar com a dívida Portuguesa, bastava meter dois ilustres concitadões nos lugares indicados:
- Finanças (com controlo direto dos papéis INAPA e das tintas Sotinco) – Dr Mário Soares – «O dinheiro fabrica-se quando é preciso»
- 1.º Ministro – Por delegação desde Paris – Eng.º Técnico José Sócrates – “As dívidas não são para pagar”
E poderíamos viver no regabofe até ao fim dos nossos dias e mais além...
Viabilidade
O presidente do Governo regional catalão defendeu hoje a viabilidade económica de uma Catalunha independente, considerando que a região produz, com 7,5 milhões de habitantes, o mesmo que Portugal, com dez.
notícia aqui
notícia aqui
Investigações olhos nos olhos
Investigação às PPP já está a ouvir testemunhas.
notícia aqui
Pelo teor da notícia podemos deduzir que a PJ assiste ao programa Olhos nos Olhos com o Prof. Medina Carreira. E fazem muito bem!
Se Medina Carreira fosse o nosso Presidente da república o país andava na linha.
notícia aqui
Pelo teor da notícia podemos deduzir que a PJ assiste ao programa Olhos nos Olhos com o Prof. Medina Carreira. E fazem muito bem!
Se Medina Carreira fosse o nosso Presidente da república o país andava na linha.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
