Temos observado uma série de vultos portugueses indignados com a Alemanha, antes de mais não a podemos isolar, olhemos aqui para o que pensam também a Holanda, a Áustria, a Finlândia, a Bélgica, a Eslováquia, até mesmo o Luxemburgo, e a própria França que se encontra com um pé na Europa do norte e outro na Europa do sul.
O problema da dívida pública é grave, a solução é lenta e faz-se caminhando de acordo com as adversidades que vão aparecendo.
Deixemos de utopias, temos sim é de recorrer à história e às melhores teorias económicas.
Desliguem dos soundbytes dos mercados, eles que se virem para a América e UK.
Quando vemos muitos a aplaudir a Inglaterra, e muitos de raízes de esquerda, esqueceram-se que uma das maiores off-shores no mundo, está na city de Londres, e foi por esta razão que eles bateram o pé na cimeira, mas a esquerda é assim, escolhe um alvo a abater, e depois usa um qualquer argumento fácil à mão, sem considerar sequer a sua ideologia.
Já tenho alertado por aqui que a solução "Quantitative Easing" - imprimir dinheiro, a estratégia utilizada pelos EUA e pelo UK, vai ter consequências bem mais pesadas no futuro. (sempre que possível irei explicar mais sobre este assunto em futuros posts).
O sonho dos €urobonds fáceis e quentinhos como as farturas, têm de ser bem ponderados e libertados na medida e altura certa, afinal quem quereria também a nível nacional uns Madeirabonds?
Mas no entanto vemos por aí carradas de seres pensantes a pedir para embarcar em soluções fáceis, neste triste destino trágico que o futuro traria, confundindo ainda mais o português comum e a sua já díficil vida.
Os portugueses precisam sim é de sentir justiça, serem melhores governados, com sensibilidade e bom senso, nesta década díficil e exigente.
A melhor estratégia de futuro, será aumentar a poupança, mudar o paradigma do consumo, cumprir o memorando da troika, principalmente as boas medidas, e ter o reconhecimento europeu.
Se formos justos e humildes a Europa não deixará de reconhecer também as nossas debilidades e aí sim ser solidária como sempre foi.
Agora a postura de burguês de pedestal, mas à custa do dinheiro dos outros, só defende quem nunca trabalhou a sério na vida. Há muitos "artistas" que enganaram e submeteram os portugueses a sustentar-lhes esse estilo de vida, mas não conseguirão enganar a Europa.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Is gold Money?
Um vídeo para ir entendendo a loucura americana...
Este senhor é o responsável pela reserva federal americana e creio que gosta de jogar ao monopólio com uma impressora ao lado.
Este senhor é o responsável pela reserva federal americana e creio que gosta de jogar ao monopólio com uma impressora ao lado.
sábado, 10 de dezembro de 2011
Islândia vs BPN
A recuperação lenta e gradual da Islândia.
Fica a pergunta se não valeria ter deixado falir o BPN.
A resposta deveria ser dada por:
José Sócrates
Cavaco Silva
Teixeira dos Santos
Vítor Constâncio
Dias loureiro
...
Mas com a nossa justiça inexistente, a nossa comunicação social insipiente, o nosso povo que não pegou nos tachos e tomates e saiu para a rua, resta pagar a conta.
Fica o vídeo dos dias atuais na Islândia.
Fica a pergunta se não valeria ter deixado falir o BPN.
A resposta deveria ser dada por:
José Sócrates
Cavaco Silva
Teixeira dos Santos
Vítor Constâncio
Dias loureiro
...
Mas com a nossa justiça inexistente, a nossa comunicação social insipiente, o nosso povo que não pegou nos tachos e tomates e saiu para a rua, resta pagar a conta.
Fica o vídeo dos dias atuais na Islândia.
Análise da Cimeira Europeia de 9 de Dezembro
Não admira que andemos desnorteados. Mesmo em Inglaterra, um país robusto e com moeda própria, as crises - a industrial, a agrícola, a dos serviços – se acumulam. Em todos os outros, se encontram lesões, agravadas por idiossincrasias locais. Compacta, a Alemanha surge como uma torre de força, mas os que dela estão perto, sabem quanto é quebradiça. Na sua eterna aspiração à unidade, a França continua à procura do homem providencial. Em Portugal, sob a azulada doçura deste céu incomparável, sofremos de todas enfermidades. Uma contudo partilhamos com a Grécia: enquanto, nas outras naus, se luta contra a tormenta, na nossa, tagarela-se.
estas ideias foram retiradas de um artigo que, em 1888, Eça de Queirós publicou em o Repórter
estas ideias foram retiradas de um artigo que, em 1888, Eça de Queirós publicou em o Repórter
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Dívidas Externas (per capita)
PORTUGAL
€ 38,081 dívida externa por pessoa
Alemanha
€ 50,659 dívida externa por pessoa
Espanha
Espanha
€ 41,366 dívida externa por pessoa
França
€ 66,366 dívida externa por pessoa
Grécia
€ 38,073 dívida externa por pessoa
Irlanda
€ 390,969 dívida externa por pessoa
Itália
€32,875 dívida externa por pessoa
Japão
Japão
€ 15,394 dívida externa por pessoa
Reino Unido
Reino Unido
€117,580 dívida externa por pessoa
USA
€ 35,156 dívida externa por pessoa*
(*não está contabilizado no quadro as dívidas à China)
Veja o quadro interativo aqui
(clicando em cada país vê-se a dívida de cada um para com os outros países)
(clicando em cada país vê-se a dívida de cada um para com os outros países)
As peripécias de Cavaco
Em 1980
Cavaco Silva, então ministro das Finanças, Sobe os gastos orçamentais, valoriza o escudo, dificulta as exportações, aumenta as importações. O défice das transacções correntes sobe de 5% do PIB em 1980 para 11,5% em 1981 e 13,2% em 1982. A dívida externa aumenta de 467 milhões de contos em 1980 para 1199 milhões em 1982. Perante o descalabro, em 1983, o novo governo da AD vê-se obrigado a subir as taxas de juro 4 pontos, e a vender 50 toneladas de ouro para financiar as contas externas. O desnorte é total.
Na UE
Desmantelamento do sector das pescas, silvicultura e da agricultura em Portugal, a troco de algumas ajudas financeiras da UE. A maioria dos agricultores e pescadores passaram a receber para não produzirem, arrancarem arvores (vinhas, oliveiras, etc) ou abandonaram a sua actividade piscatória, contribuindo desta forma para o aumento da dependência alimentar de Portugal de países como a Espanha e França.
No Ouro
A entrega de toneladas de ouro do Banco de Portugal a uma empresa norte-americana que terminou na falência, uma operação conduzida por Cavaco Silva e o ministro Tavares Moreira.
No final do governo
Cavaco deixa o governo, em 1995, numa altura que o desemprego começa a subir e se fazem sentir as deficiências estruturais de um Estado perdulário e numa crescente engorda, sendo denominado como "O pai do monstro".
Na presidência
A cooperação estratégica, Cavaco fez a cooperação estratégica com Sócrates... Andava distraído do alto do seu pedestal com tudo o que rodeava à sua volta, até mesmo com o BPN.
Assim Sócrates, com uma presidência fraca, um povo brando e facilmente enganável, uma justiça inexistente, uma cobertura à maçonaria e vice-versa desta para com ele, com estes ingredientes deu o grande golpe da BESTA em Portugal. Hoje vive à grande e à francesa!
Desconhece o verdadeiro significado da palavra equidade.
Um dos maiores entraves atuais às reformas necessárias.
Fraco economicamente e sem visão global do mundo.
Temos assim hoje uma república que desconhece a justiça, comandada por elites fracas e viciadas.
Desconhece o verdadeiro significado da palavra equidade.
Um dos maiores entraves atuais às reformas necessárias.
Fraco economicamente e sem visão global do mundo.
Temos assim hoje uma república que desconhece a justiça, comandada por elites fracas e viciadas.
Haveria como é óbvio muito mais para falar…
Os fundos da UE
O total de fundos recebidos da União Europeia em Portugal foi de € 55 mil milhões em 25 anos, segundo Henrique granadeiro (chairman da PT).
Média anual: € 2,200 mil milhões
Leia mais em:
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=pda_shownews&id=515243
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Guerra Monetária
A guerra cambial Dólar / Euro
O que interessa aos EUA é que o Euro se desvalorize e se aproxime da paridade com o Dólar para que não perca o estatuto de moeda de reserva (ainda..) com maior peso nos mercados financeiros mundiais. Daí que lhes interesse que a solução para a crise do Euro seja encontrada à volta do BCE imprimir dinheiro (emissão de Euros...), contra a desejada pela Alemanha fundamentada na austeridade e no rigor orçamental.
Não será por acaso que nos últimos tempos temos assistido a um enorme dramatismo particularmente acicatado pela imprensa anglo-saxónica (WSJ, FT, Economist, ...) à volta desta questão empurrando a UE para a solução que mais lhes interessa: o BCE a comprar dívida de forma ilimitada.
Esta solução também é abraçada pela esquerda europeia, pois não aceitam as reformas necessárias ao excessos cometidos.
A implosão descontolada do €, é negativa para os americanos, porque as ondas de choques provocadas varreriam de forma dramática todo o sistema financeiro mundial, e em particular o dos EUA!
Há imensas participações cruzadas. E, "the last but not the least", porque uma enorme teia de CDS (seguros contra incumprimento de dívidas soberanas e não só...) envolve de forma particular todo o sistema financeiro Norte Americano.
A razão desta ofensiva americana apoiada pelos britânicos deve-se ao fato da rotativa de notas estarem em constante movimento, e tecnicamente o dólar e a libra ainda deveriam estar mais desvalorizados, pois já não estão associadas a nenhum padrão.
Como a China está a absorver grande parte dos dólares, boa parte desse dinheiro é usado para compras em todo o mundo, desde a Ásia, imperando em África, nas compras de matérias-primas e agro-pecuária ao Brasil e até já em multinacionais europeias e americanas, tudo pago em dólares de uma rotativa que não para imprimir.
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