Presidente do BPI alerta para risco de "ditadura do Tribunal Constitucional"
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Uma ditadura de esquerda é a última coisa que o país precisa.
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quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Isto é governar
Governo quer IRC de 10% para novas empresas já em 2013
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Conseguindo captar 3 a 5 investimentos da dimensão da Auto Europa e Portugal sairia do atrofiamento.
E só é possível captar novos investimentos com políticas liberais.
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Conseguindo captar 3 a 5 investimentos da dimensão da Auto Europa e Portugal sairia do atrofiamento.
E só é possível captar novos investimentos com políticas liberais.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Quem pode liderar um governo de iniciativa presidencial?
É a pergunta do momento no Diário Económico nos seus habituais inquéritos de sondagem.
Rui Rio vai bem destacado na liderança.
Aqui no blogue faz meses que já traçamos o seu perfil.
Escrevemos em 25 de Abril: As alternativas
Os interesses instalados com o artista velho foram orientados para o crescimento económico e para uma indústria que o país chegou a ter. Após o 25 de abril os mesmos interesses instalados com os artistas novos levaram à ruína económica e à falência industrial.
O regime Salazarista é sem dúvida caraterizado por ter sido umas das ditaduras mais brandas que existiu pelo mundo.
Os dois caminhos que os portugueses podem escolher:
A via autoritária:
exs: Salazar, Pinto da Costa, Rui Rio, Alberto João jardim, o típico empresário industrial português
Nos países do sul da Europa, por razões eminentemente culturais e religiosas, é só na autoridade que alguns mecanismos funcionam melhor, uma autoridade carregada de moral e mostrando o timbre que pretende à sua organização.
Não esquecer que Portugal não é um estado de direito.
A democracia participativa:
exs: Suíça, países nórdicos, Alemanha
Aqui temos a participação da população com uma elevada e esclarecida participação política, níveis altíssimos de formação e uma forte cultura de moralização.
Não esquecer o chumbo recente dos Suíços para o aumento das férias e o aumento da idade das reformas na Europa do Norte com uma aceitação pacífica dos seus povos.
Rui Rio vai bem destacado na liderança.
Aqui no blogue faz meses que já traçamos o seu perfil.
Escrevemos em 25 de Abril: As alternativas
Os interesses instalados com o artista velho foram orientados para o crescimento económico e para uma indústria que o país chegou a ter. Após o 25 de abril os mesmos interesses instalados com os artistas novos levaram à ruína económica e à falência industrial.
O regime Salazarista é sem dúvida caraterizado por ter sido umas das ditaduras mais brandas que existiu pelo mundo.
Os dois caminhos que os portugueses podem escolher:
A via autoritária:
exs: Salazar, Pinto da Costa, Rui Rio, Alberto João jardim, o típico empresário industrial português
Nos países do sul da Europa, por razões eminentemente culturais e religiosas, é só na autoridade que alguns mecanismos funcionam melhor, uma autoridade carregada de moral e mostrando o timbre que pretende à sua organização.
Não esquecer que Portugal não é um estado de direito.
A democracia participativa:
exs: Suíça, países nórdicos, Alemanha
Aqui temos a participação da população com uma elevada e esclarecida participação política, níveis altíssimos de formação e uma forte cultura de moralização.
Não esquecer o chumbo recente dos Suíços para o aumento das férias e o aumento da idade das reformas na Europa do Norte com uma aceitação pacífica dos seus povos.
Ouro para penhor
Portugal tem das maiores reservas de ouro do mundo, com o metal amarelo detido pelo Banco de Portugal a ter o maior peso em relação ao PIB de todo o mundo desenvolvido. E, numa altura em que o País atravessa um período de forte ajustamento para reconquistar a confiança dos mercados, há entidades a defender que Portugal coloque as suas reservas de ouro a ajudar no financiamento do Estado. E já fizeram essa proposta ao Parlamento Europeu.
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Este foi o 1º post publicado na Espuma dos Dias: O ouro de Portugal , onde alertou-se para os abusos cometidos por Cavaco e Constâncio, os maiores responsáveis pelo desaparecimento de metade das nossas reservas de ouro.
Já muito se escreveu no blogue sobre o ouro e a sua intíma ligação ao dinheiro como suporte de credibilidade.
Tendo em conta as atuais "habilidades" económicas praticadas em todo o mundo, o ouro pode até eventualmente num futuro não muito distante, ser novamente associado à circulação de dinheiro, o regresso do padrão de ouro.
O ouro acumulado pelo Salazar não deverá ser utilizado de forma alguma para pagar as dívidas do Sócrates mas sim para manter e preservar a independência de Portugal.
Tudo o que já foi escrito sobre o ouro pode ser consultado aqui
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Este foi o 1º post publicado na Espuma dos Dias: O ouro de Portugal , onde alertou-se para os abusos cometidos por Cavaco e Constâncio, os maiores responsáveis pelo desaparecimento de metade das nossas reservas de ouro.
Já muito se escreveu no blogue sobre o ouro e a sua intíma ligação ao dinheiro como suporte de credibilidade.
Tendo em conta as atuais "habilidades" económicas praticadas em todo o mundo, o ouro pode até eventualmente num futuro não muito distante, ser novamente associado à circulação de dinheiro, o regresso do padrão de ouro.
O ouro acumulado pelo Salazar não deverá ser utilizado de forma alguma para pagar as dívidas do Sócrates mas sim para manter e preservar a independência de Portugal.
Tudo o que já foi escrito sobre o ouro pode ser consultado aqui
Já basta de tanta equidade
Um trabalhador da administração pública vai receber mais 223 euros por ano em 2013. Ao contrário de um privado, que perde 357 euros
Os salários líquidos dos funcionários públicos vão subir em 2013, em comparação com o que recebiam em 2012, ao contrário do sector privado, em que os previsíveis congelamentos de aumentos e o aumento da carga fiscal vão provocar nova perda nos vencimentos reais.
Um trabalhador que recebia um salário líquido anual de 9572 euros no Estado vai passar a receber em 2013, por via da reposição de um subsídio, ainda que escalonado ao longo de 12 meses, 9795 euros, o que representa um aumento de 223 euros anuais. Em contrapartida, um trabalhador do privado que recebia sensivelmente o mesmo valor líquido mensal este ano, terá uma perda, por via do aumento do IRS, de 357 euros em 2013.
Ainda no público, um outro trabalhador que tenha recebido 11 147 euros o ano passado passa a receber para o ano 11 441 euros, o que representa uma actualização de 294 euros anuais.
Um terceiro caso: 252 euros é quanto passa a levar para casa a mais um trabalhador que aufira anualmente um vencimento líquido de 15 748 euros. As contas são do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado e referem que a partir dos 19 437 euros os aumentos líquidos serão menores: 120 euros para este caso, 91 euros para quem ganhe 22 659 euros anuais e 62 euros para um trabalhador da administração central e local ou sector empresarial do Estado que receba 25 880 euros líquidos anuais.
Para o sindicato, que contesta estas actualizações por as considerar insuficientes para repor o poder de compra perdido em 2010, “o peso da colecta anual do IRS no salário bruto anual vai subir significativamente em 2013 face a 2010 para todos os exemplos estudados, com destaque para o acréscimo significativo que se irá registar no caso do salário actual de 1500 euros, cujo peso será de 19,2% em 2013 (+4,1 pontos percentuais face a 2010)”.
Ainda segundo o STE, para os seis casos estudados, o salário líquido anual em 2013 representa entre –560 euros e –5700 euros face a 2010 (entre –5,4% e –18,1% em termos nominais).
PRIVADOS PERDEM Mas o mesmo vai acontecer no sector privado, que já ganha muito menos, em média, que os que trabalham no sector público, e onde a força dos sindicatos está longe de ser a mesma que no Estado. O que acaba por ter um impacto muito menor na opinião pública que a situação dos trabalhadores dos portos ou dos maquinistas.
Um exemplo. Um acordo de empresa recentemente negociado e publicado no boletim estatístico do Ministério da Economia e que entrará em vigor no final deste ano fixa como valor máximo da tabela salarial dos seus trabalhadores 1248,50 euros ilíquidos por mês e um valor mínimo de 536 euros, também ilíquidos. Ora segundo o anúncio do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, aquando da divulgação do Orçamento para 2013, haverá um aumento médio da taxa efectiva de IRS de 2% com a mexida nos escalões deste imposto, o que fará com que a taxa média passe de 9,8% para 11,8%. Ou seja, neste caso, o trabalhador passará a receber 974 euros líquidos em 2013, contra os 999,5 que ganhou este ano, depois de descontado o IRS e feitas as contribuições para a Segurança Social. Ou seja, uma diminuição anual, em termos líquidos, de 357 euros anuais.
Na realidade, o resultado do cumprimento do acórdão do Tribunal Constitucional sobre a equidade dos cortes na função pública com o sector privado acabou por penalizar muito mais quem está nas empresas privadas que quem continua a trabalhar para o Estado.
A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, numa análise preliminar ao Orçamento do Estado para o próximo ano, já veio dizer que 81% da consolidação se fará pelo lado da despesa, atendendo à despesa adicional que resulta da reposição de um subsídio aos funcionários públicos e aos pensionistas calculado em 1,6 mil milhões de euros (e apenas compensados marginalmente do lado das receitas com os descontos destes num valor estimado de 370 milhões de euros) e que estes vão devolver ao Estado na forma de pagamento de IRS.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
2013, o ano da reestruturação?
Economist aponta à reestruturação da dívida nacional
Sem avançar para uma reestruturação da dívida, Portugal não vai conseguir ser solvente. O aviso é da Economist Intelligence Unit (EIU), que acredita que o País também vai precisar de mais dinheiro da ‘troika' e aponta para uma recessão de 2,2% no próximo ano, que poderá tornar inatingíveis as metas de consolidação acordadas com as autoridades internacionais.
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segunda-feira, 22 de outubro de 2012
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Um pesadelo para o tribunal constitucional
Dedicado aos juízes do Tribunal Constitucional,
Se os salários da função pública fossem nivelados pelo sector privado, o Estado pouparia 3 mil milhões de euros por ano, mesmo tendo em conta que o sector emprega maior número de licenciados que as empresas. Isto teria um impacto significativo no produto interno bruto (PIB), só por essa via. Na realidade, o vencimento de um jovem licenciado solteiro em início de carreira no privado não ultrapassa hoje na esmagadora maioria dos casos os 600 euros líquidos mensais, quando não é menor, enquanto um contratado não profissionalizado e não licenciado no ensino público ganha 736,91 euros líquidos, estando nas mesmas circunstâncias pessoais. Com outra diferença significativa: no Estado o horário de trabalho é de 35 horas semanais, enquanto no privado é de 40, não pagando a esmagadora maioria dos empregadores, sobretudo ao nível das PME, horas extraordinárias.
Tendo em conta dados cruzados da New Cronos, do Eurostat, da MGI, da OCDE e os dados estatísticos nacionais, no ano passado o diferencial entre os salários públicos e os salários privados, numa média não ponderada entre diferenciais masculinos e femininos, foi de 51,1% contra o segundo país do ranking, a Irlanda, onde essa diferença é de 36,9%. Muito, mas mesmo muito longe da Alemanha, onde os vencimentos públicos e privados apenas diferem 7,3%, da França, com um hiato de 11,2%, e mesmo da Grécia, onde depois do programa de austeridade imposto pela troika o gap foi reduzido para 16,2%.
Esta diferença foi precisamente um dos argumentos de Bruxelas para criticar o acórdão do Tribunal Constitucional que pedia equidade entre os dois sectores e a tributação do capital, obrigando o governo a restituir os subsídios de Natal e de férias aos funcionários públicos durante o próximo ano, que acabou por se traduzir num aumento significativo de impostos para todos os trabalhadores por conta de outrem.
Esta diferença foi precisamente um dos argumentos de Bruxelas para criticar o acórdão do Tribunal Constitucional que pedia equidade entre os dois sectores e a tributação do capital, obrigando o governo a restituir os subsídios de Natal e de férias aos funcionários públicos durante o próximo ano, que acabou por se traduzir num aumento significativo de impostos para todos os trabalhadores por conta de outrem.
Segundo o i publicou no sábado, a Comissão Europeia considerou que o número de horas de trabalho dos funcionários públicos portugueses é mais baixo que o praticado no sector privado, o que aumenta significativamente o prémio para 77% quando se avalia a remuneração por hora. O documento reconhece ainda que o nível de qualificação dos trabalhadores do Estado é mais elevado que no privado, mas assinala que, mesmo corrigindo esse efeito, os funcionários públicos portugueses beneficiavam de um salário por hora 21% mais elevado que os trabalhadores privados.
Segundo uma análise do “Jornal de Negócios” à série cronológica do peso dos salários da função pública no PIB que o INE tem vindo a divulgar, a percentagem de riqueza nacional gerada em cada ano (PIB) destinada a salários da função pública tem vindo a descer desde 2002, registando o seu menor valor em 2011: 11,3% do PIB.
Em 2012 deverá ser atingido o pico mais baixo, em resultado do corte dos dois salários aos trabalhadores do Estado, um corte que terá representado uma queda das remunerações muito superior à queda do próprio PIB, pelo que se prevê que 2012 tenha sido o ano em que uma menor percentagem da riqueza nacional foi para pagar salários no sector.
Mas a situação já será diferente em 2013, com a reposição de um destes subsídios, ainda que em duodécimos. Apenas os funcionários que ganhem até 600 euros vão receber os dois subsídios em 2013, sendo para os salários acima de 600 euros e até 1100 euros a redução do subsídio de férias progressiva. Acima desse montante, o trabalhador não recebe o subsídio de férias.
Em resultado desta reposição parcial imposta pelo Tribunal Constitucional, as despesas com pessoal na administração central sobem dos 481,6 milhões de euros previstos em 2012 para 550,5 milhões para o ano, de 10% para 10,4% do PIB. Mas estes números explicam-se também pelo facto de a esmagadora maioria das carreiras estarem congeladas, de os próprios salários não aumentarem desde que entrou em vigor o programa de ajustamento da troika e de se manter em 2013 a redução salarial entre 3,5% e 10% para salários acima de 1500 euros brutos.
A tendência de redução de pessoal só se iniciou de forma consistente de 2009 para 2010, quando pela primeira vez se começou a registar uma tendência notória de redução de efectivos quer na administração central quer na local e regional. Em 1988 havia 405 mil trabalhadores na administração central, em 1991 509 mil, em 1996, quando foi feita a integração dos falsos recibos verdes – havia situações que se mantinham neste regime há mais de dez anos – o número de trabalhadores subiu para 500,5 mil, em 1999 para 566 mil, em 2005 para 578,4 mil, em 2007 para 536 mil, em 2008 para 528,7 mil e em 2009 para 529 mil.
O executivo já veio dizer que quer reduzir o número de trabalhadores na administração central para menos de 400 mil no final de 2014. Resta saber o que vai acontecer depois do programa de ajustamento da troika, quando já não for possível congelar e cortar nestes vencimentos. Aí sim, será possível aferir se houve ou não uma reforma estrutural na administração pública ou se o fosso entre salários no privado e no público vai continuar a ser um dos maiores da União Europa.
Senhores Juízes, ganhem juízo!
A verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Portugal foi morto pela social-democracia
O segundo mais pobre da Europa: o que fez o regime por Portugal ao longo de 40 anos ?
Hoje comemora-se o dia internacional da pobreza. A geografia da fome invadiu a Europa e Portugal oferece um quadro assustador. Os números agora revelados, insusceptíveis de maquilhagem, são vergonhosos. No conjunto dos países da eurozona, Portugal é o segundo mais deprimido, aquele que tem mais pobres e oferece os números mais negros de desemprego de longa duração, percentagem de pobres, falta de condições de habitação, maior índice de insucesso escolar, maior número de falências e de insolvências. As embaixadas dos EUA, da Austrália, de Angola e Brasil em Portugal deixaram de poder acudir a tantos requerimentos para portugueses que pretendem emigrar. Entre 1958 e 1968, um milhão de portugueses, ou seja, 10% da população emigrou. Hoje, 30% dos jovens até aos 30 anos já o fizeram, 50% da população com menos de 25 anos está desempregada. Entre 1962 e 1973, Portugal cresceu em média 8% ao ano; era um país com futuro e o regime autoritário tendia a desaparecer. Hoje, a democracia liberal parece ter os dias contados numa sociedade que volta a pedir pão.
O que fez o regime por Portugal ao longo de 40 anos, para além das autoestradas, de pão e circo? Quem nos trouxe a este desastre, quem enganou os portugueses, que políticas e visões ideológicas atalharam o nosso futuro, nos reduziram à insignificância do século XIV? Só não vê quem não quer. Há quem peça o fim do governo - certamente o último do regime - e sonhe com a renovação; pura fantasia. O diagnóstico de Hans-Hermann Hoppe é implacável. Portugal foi morto pela social-democracia (do PS e do PSD) e está destinado a exibir características de um país do terceiro mundo.
publicado aqui
Portas e Gaspar em rota de colisão
O líder do CDS ainda não perdoou a Gaspar não
ter acolhido as propostas do partido para aliviar a carga fiscal e reduzir a
despesa, fazendo tábua rasa do pacote dos centristas.
O CDS deve apresentar ao país o pacote de medidas que pretendia no lado da redução da despesa.
Um toque de humor para finalizar...
O CDS deve representar o seu eleitorado, o que se levanta todos
os dias para trabalhar e rejeitar este orçamento. O orçamento mais
socialista de sempre deve ser votado pelos deputados socialistas.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Manifesto Discutir Portugal
Manifesto Discutir Portugal
O link do fórum é este:
Por André Gonçalves,
Caros compatriotas,
como sabeis todos o nosso país atravessa actualmente uma crise gravíssima. As causas dessa crise são múltiplas mas podem ser resumidas a duas: as acções desequilibradas e desordenadas do mundo político, quer quantitativamente quer qualitativamente, e a falta de autonomia da nossa sociedade.
Nas últimas décadas os nossos dirigentes políticos prometeram-nos mais justiça e bem-estar social, e para garantirem isso distribuíram pensões e apoios sociais, ofereceram ajudas e subsídios económicos, empregarem quer directamente, por via do funcionarismo público ou o sector empresarial estatal, quer indirectamente, por via de obras públicas ou outras encomendas, largas camadas da população activa, e criaram regimes jurídicos excepcionais para proteger sectores apontados como necessitados. Tudo isto teve por consequência estrangular a actividade privada produtiva nacional, seja através da fiscalidade ou da burocracia, e desincentivar o trabalho produtivo pela procura de rendas, sejam elas de âmbito financeiro ou legislativo.
De igual modo a sociedade portuguesa tem demonstrado uma clara passividade parente a irresponsabilidade e o compadrio dos seus decisores políticos. Pior ainda, largos sectores da nossa sociedade parecem congratularem-se por este tipo de situação, muito provavelmente por lucrarem com ela mesmo que à custa da maioria ou de um nível de vida em geral melhor mas que necessite mais empenho. Esta afirmação não é, infelizmente, algo que corresponde somente a um cenário recente mas sim a algo de histórico. Tradicionalmente o povo português tem demonstrado pouco interesse pelo regime político em vigor, manifestando-se de forma activa apenas quando a independência nacional ou a sua propriedade directa arriscasse ser confiscada sem indemnização possível. Por muito compreensível e louvável que sejam estas razões, temos de reconhecer que a seguir a essas manifestações pouco foi feito para assegurarmo-nos que o nosso país esteja correctamente organizado. Devido a isso as elites nacionais puderam agir praticamente impunemente, confiscando das mais diversas maneiras grande parte do fruto do trabalho dos portugueses, criando regimes de protecção dos mais criativos para institucionalizarem essas diversas formas de extorsão e de limitações da liberdade, e para evitarem a contestação geral distribuíram certas benesses à população para a convencer da necessidade do regime vigente. O período actual não diferiu infelizmente de esta análise, pelo contrário tende a confirmá-la.
Em todo o caso esta situação originou um país social e territorialmente desigual, empobreceu a maioria dos portugueses quer seja através da redução directa dos seus rendimentos, da destruição do seu emprego ou do estancamento das oportunidades. Sistema duplamente perverso porque consegue a proeza de ter cerca da metade da população dependente do mundo político, uma maneira de pressionar a população a preferir um mal conhecido que arriscar a seguir um bem desconhecido.
Não é de nos admirarmos que este sistema começou a desmoronar-se com a crise de 2009. Esta crise serviu justamente que estávamos a seguir o mau caminho, o caminho do desperdicio, da corrupção, da miséria, da servidão. Até agora houve várias tentativas para corrigir o sistema, mas a sua esmagadora maioria só serviu para o manter vivo, mesmo que artificialmente, mesmo que para isso a esmagadora maioria dos portugueses tivesse que sofrer das mais diversas maneiras a sua existência.
O mundo político português dá a impressão que vai falhar e as consequências imediatamente à vista são nos dadas por uma recente sondagem onde 87% dos inquiridos acham que a democracia não é o melhor, ou o menos pior, dos regimes políticos para Portugal. Tendo em conta esta informação, sabendo que historicamente os períodos de maior prosperidade aconteceram quase sempre durante autoritarismos, em que a população era na sua esmagadora maioria brutalizada pelo menor questionamento por uma pequena elite, que distribuía de forma exclusiva privilégios a certas minorias susceptíveis de garantir a sua permanência no poder, podemos facilmente ficar preocupados com o futuro num sentido mais largo.
O risco de conhecermos a desordem, e no final de surgir outra ditadura, não podem ser descartados visto que em todo caso o Estado português está condenado à falência caso não reveja consideravelmente a sua forma de ser e de se comportar. A questão agora é de saber se estamos condenados à desordem ou se conseguimos resolver os nossos problemas. Obviamente a resposta a esta questão só pode ser positiva, mas cabe a nós de a fornecermos pelas nossas próprias forças. Bem vimos que não podemos contar sobre as nossas elites políticas, bem pelo contrário. É possível que as elites políticas resgatem o Estado do descalabro, mas nada nos garante que construam a seguir um sistema verdadeiramente eficaz, eficiente, justo e livre.
Assim é mais que tempo para a sociedade portuguesa de se levantar e tomar as rédeas do seu destino. A ela de decidir o que quer para o seu futuro e de se responsabilizar pelas suas escolhas.
É por isso que o Discutir Portugal foi criado.
O Discutir Portugal é por isso um espaço de discussão e de debate, tendo por objectivo formular propostas e medidas concretas, realistas, susceptíveis de serem implementadas com o intuito de libertar o nosso país das misérias que o atormentam há demasiado tempo.
O Discutir Portugal tem por objectivo transformar Portugal. O nosso objectivo é devolver Portugal aos portugueses, permitir ao nosso povo fazer as suas próprias escolhas, decidir o que quer construir, para quê quer contribuir e o que espera receber em troca do seu trabalho, sendo obviamente tratado em conformidade com os seus esforços.
O Discutir Portugal será por isso um actor activo na cena nacional. A prazo deveremos elaborar um grande plano que apresentará uma renovação completa das estruturas do nosso país, dando-lhes coerência, solidez e sustentabilidade. Esse plano será comunicado a todo o país para que, a defeito de ser aplicado, seja ao menos discutido.
Basta de esperarmos pelos outros, basta de pagarmos pelos outros, basta de sofrermos por causa dos outros, basta de nos lamentarmos, basta de criticarmos constantemente. É tempo de agir, de sermos responsáveis, de tomarmos conta de nós próprios !
Portugal é nosso. Cabe a nós de construirmos o Portugal que desejamos, um Portugal capaz de fornecer aos seus filhos, netos, bisnetos a felicidade que tanto merecem. A felicidade que tanto merecemos !
É por isso que vos convidamos a virem discutir connosco do que deverá ser Portugal, de nos ajudarem a construir um Portugal próspero, orgulhoso, sustentável, solidário, capaz e feliz !
Para construir o vosso próprio Portugal !
Da união à desunião (parte III)
Por João Carlos Barrada,
A vaga separatista
Às divergências internas na zona do euro somam-se conflitos com expectativas e estratégias dos demais dez estados que não integram a moeda única, condenando ao fracasso políticas que não tenham em conta esses interesses.
A vitória nacionalista nas eleições na Flandres, o triunfo anunciado da "Convergència e Unió" na votação catalã de Novembro e o acordo de Edimburgo para um referendo sobre a independência da Escócia são a crista de uma alterosa vaga separatista na Europa.
A inadequação institucional de grande número de estados para assumirem reivindicações de autonomia nacional ou regionalista revela-se cada vez mais gravosa à medida que os impasses sobre a integração política, económica e financeira na União Europeia se agudizam.
A crise da dívida soberana e de balança de pagamentos num crescente número de países da zona euro – uma união monetária imperfeita e disfuncional que destabiliza relações institucionais com estados da UE não aderentes à moeda única – é uma das razões para o reavivar de tensões separatistas que se estimulam reciprocamente.
Na monarquia espanhola a falência financeira das autonomias, abarcando regiões e nacionalidades históricas consagradas na Constituição de 1978, e a crise do estado central enfunam as velas do separatismo da Catalunha.
O repúdio ao centralismo do "Partido Popular" anima uma coligação liderada por forças conservadoras, pugnando por uma política soberanista a partir da exigência de maior autonomia fiscal, que ameaça levar à ruptura com Madrid.
Se a maioria dos 7,5 milhões de habitantes da Catalunha apoiar a secessão o efeito de carambola sobre outros nacionalismos e regionalismos ibéricos será imparável.
Expurgado de taras racistas e xenófobas o nacionalismo basco, onde é grande o peso da esquerda "abertzale", terá então condições para ganhar novo ímpeto descartando derivas terroristas.
Resta à Espanha encetar uma reforma constitucional federalista difícil de negociar em plena crise económica e financeira.
Na Bélgica a conquista da câmara de Antuérpia por Bart De Wever assinala o momento em que os conservadores passam a hegemonizar o nacionalismo flamengo.
De Wever posiciona-se contra a coligação do "governo dos impostos" liderada em Bruxelas pelo socialista francófono Elio Di Rupo e, apesar de concessões a uma "renegociação confederal", aspira a cortar definitivamente as transferências financeiras para o sul.
Com a "Nieuw-Vlaamse Alliante" a direita domina claramente o espaço político na Flandres em oposição ao centro-esquerda francófono na Valónia e em Bruxelas.
Uma separação à imagem da negociação entre checos e eslovacos em 1992 é cenário crível para a dissolução do reino constituído em 1831.
Os nacionalistas escoceses têm a grande prova dentro de dois anos num referendo quanto à união política firmada com a Inglaterra em 1707.
No Reino Unido estão em jogo dinâmicas políticas conflituosas susceptíveis de avivar o separatismo católico na Irlanda do Norte.
Os conservadores de David Cameron tendem a reforçar prerrogativas nacionais em ruptura com a União Europeia, enquanto nacionalistas escoceses optam por um retorno à soberania plena que o petróleo e gás no Mar do Norte possam eventualmente sustentar.
O marcado regionalismo da maioria germanófila entre meio milhão de habitantes do Alto Adige/Sul do Tirol, anexado pela Itália em 1919 ao defunto Império Austro-Húngaro, enquadra-se, por sua vez, na contestação de regiões ricas a transferências tidas por desproporcionadas a favor do estado central que a crise da eurozona acentuou.
O separatismo da "Lega Norde", a recuperar das máculas de desvio de dinheiros partidários que fez naufragar o líder Umberto Bossi, ainda tenta, por seu turno, capitalizar as pronunciadas assimetrias da península numa conjuntura de desnorte em que se multiplicam escândalos de corrupção administrativa da Calábria ao Lazio.
Na "Colectividade Territorial da Córsega", entidade estabelecida em 1991 com uma autonomia relativamente elevada num dos mais centralistas estados europeus, um arraigado separatismo mostra-se vivaz.
A esquerda autonomista e separatista predomina desde 2010 numa ilha onde o banditismo e crime organizado perpassam as disputas políticas como em nenhuma outra região da França.
Onze assassinatos ocorridos desde Janeiro, em que se confundem motivações políticas e negocistas, são sinal de possível retorno à agitação violenta sob o manto do separatismo e a soberania de Ajaccio.
Reivindicações nacionalistas e regionalistas vêm, assim, complicar negociações entre estados que se digladiam quanto a direitos soberanos e supranacionais na União Europeia.
Às divergências internas na zona do euro somam-se conflitos com expectativas e estratégias dos demais dez estados que não integram a moeda única, condenando ao fracasso políticas que não tenham em conta esses interesses.
artigo aqui
A inadequação institucional de grande número de estados para assumirem reivindicações de autonomia nacional ou regionalista revela-se cada vez mais gravosa à medida que os impasses sobre a integração política, económica e financeira na União Europeia se agudizam.
A crise da dívida soberana e de balança de pagamentos num crescente número de países da zona euro – uma união monetária imperfeita e disfuncional que destabiliza relações institucionais com estados da UE não aderentes à moeda única – é uma das razões para o reavivar de tensões separatistas que se estimulam reciprocamente.
Na monarquia espanhola a falência financeira das autonomias, abarcando regiões e nacionalidades históricas consagradas na Constituição de 1978, e a crise do estado central enfunam as velas do separatismo da Catalunha.
O repúdio ao centralismo do "Partido Popular" anima uma coligação liderada por forças conservadoras, pugnando por uma política soberanista a partir da exigência de maior autonomia fiscal, que ameaça levar à ruptura com Madrid.
Se a maioria dos 7,5 milhões de habitantes da Catalunha apoiar a secessão o efeito de carambola sobre outros nacionalismos e regionalismos ibéricos será imparável.
Expurgado de taras racistas e xenófobas o nacionalismo basco, onde é grande o peso da esquerda "abertzale", terá então condições para ganhar novo ímpeto descartando derivas terroristas.
Resta à Espanha encetar uma reforma constitucional federalista difícil de negociar em plena crise económica e financeira.
Na Bélgica a conquista da câmara de Antuérpia por Bart De Wever assinala o momento em que os conservadores passam a hegemonizar o nacionalismo flamengo.
De Wever posiciona-se contra a coligação do "governo dos impostos" liderada em Bruxelas pelo socialista francófono Elio Di Rupo e, apesar de concessões a uma "renegociação confederal", aspira a cortar definitivamente as transferências financeiras para o sul.
Com a "Nieuw-Vlaamse Alliante" a direita domina claramente o espaço político na Flandres em oposição ao centro-esquerda francófono na Valónia e em Bruxelas.
Uma separação à imagem da negociação entre checos e eslovacos em 1992 é cenário crível para a dissolução do reino constituído em 1831.
Os nacionalistas escoceses têm a grande prova dentro de dois anos num referendo quanto à união política firmada com a Inglaterra em 1707.
No Reino Unido estão em jogo dinâmicas políticas conflituosas susceptíveis de avivar o separatismo católico na Irlanda do Norte.
Os conservadores de David Cameron tendem a reforçar prerrogativas nacionais em ruptura com a União Europeia, enquanto nacionalistas escoceses optam por um retorno à soberania plena que o petróleo e gás no Mar do Norte possam eventualmente sustentar.
O marcado regionalismo da maioria germanófila entre meio milhão de habitantes do Alto Adige/Sul do Tirol, anexado pela Itália em 1919 ao defunto Império Austro-Húngaro, enquadra-se, por sua vez, na contestação de regiões ricas a transferências tidas por desproporcionadas a favor do estado central que a crise da eurozona acentuou.
O separatismo da "Lega Norde", a recuperar das máculas de desvio de dinheiros partidários que fez naufragar o líder Umberto Bossi, ainda tenta, por seu turno, capitalizar as pronunciadas assimetrias da península numa conjuntura de desnorte em que se multiplicam escândalos de corrupção administrativa da Calábria ao Lazio.
Na "Colectividade Territorial da Córsega", entidade estabelecida em 1991 com uma autonomia relativamente elevada num dos mais centralistas estados europeus, um arraigado separatismo mostra-se vivaz.
A esquerda autonomista e separatista predomina desde 2010 numa ilha onde o banditismo e crime organizado perpassam as disputas políticas como em nenhuma outra região da França.
Onze assassinatos ocorridos desde Janeiro, em que se confundem motivações políticas e negocistas, são sinal de possível retorno à agitação violenta sob o manto do separatismo e a soberania de Ajaccio.
Reivindicações nacionalistas e regionalistas vêm, assim, complicar negociações entre estados que se digladiam quanto a direitos soberanos e supranacionais na União Europeia.
Às divergências internas na zona do euro somam-se conflitos com expectativas e estratégias dos demais dez estados que não integram a moeda única, condenando ao fracasso políticas que não tenham em conta esses interesses.
artigo aqui
terça-feira, 16 de outubro de 2012
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
A pauperização histórica de Portugal
A pauperização histórica de Portugal
Se as pessoas são na generalidade avessas ao raciocínio especulativo, são-no em absoluto à projecção estatística e à quantificação interpretativa, teimando em não querer ver a evidência daquilo que, sabem, contraria lugares-comuns, crenças e mitos profundamente ancorados. Há alguns anos, no mestrado em Geopolítica e Geostratégia, comecei a trabalhar com tabelas de avaliação de poder dos Estados. Se é certo que o Produto Interno Bruto não faculta, por si, mais que informação genérica que requer comparação com outros dados, permite situar o nível de riqueza das nações e, assim, garantir maior legibilidade ao sistema internacional e às relações de poder existentes entre os actores.
Se analisarmos a posição de Portugal no mundo, entre 1500 e 1820, isto é, entre o início da construção do Estado moderno e a Revolução Liberal, verificamos que Portugal oscilou entre a 7ª e a 9ª posições, ou seja, o lugar ocupado pelas grandes potências. Depois, entre 1870 e 1913, decaiu para o segundo grupo dos Estados ditos médias potências. A República atirou-nos para a condição de pequeno Estado, posição revertida entre 1950 e 1973, mercê de sólidas políticas genéticas de transformação económica. Em 1973, Portugal era, em termos comparativos, o 14º mais rico actor económico mundial. Trinta anos depois, cheios de nós - europeus, grandes consumidores - éramos o 39º, em 2017 seremos o 52º e em meados do século que corre estaremos na 73ª posição, atrás do Bangladesh.
Há que fazer uma leitura política dos dados. Não o fazer é enterrar a cabeça na areia e atalhar o caminho para a absoluta insignificância.
Produto interno bruto
1500: Portugal na 12ª posição (tabela Madison), de facto 7º.
1600: Portugal na 14ª posição (tabela Madison), de facto 9º.
1700: Portugal na 12ª posição (tab. Madison), de facto 8º.
1820: Portugal na 13ª posição (tab. Madison), de facto 9º.
1870: Portugal na 15ª posição
1900: Portugal em 21ª posição
1913: Portugal na 20ª posição (ponderada)
1938: Portugal na 23ª posição (tabela Bairoch 1830-1938)
1950: Portugal em 16ª posição
1973. Portugal em 14ª posição
2005-2011: 39ª posição
2017: 52ª posição (estimativa 2010-2017)
2050: 73ª posição
publicado aqui
A austeridade de Sampaio
– Fundação Cidade de Guimarães
Folha salarial da Fundação Cidade de Guimarães
Folha salarial (da responsabilidade da Câmara Municipal) dos administradores e de outros figurões, da Fundação Cidade de Guimarães, criada para a Capital da Cultura 2012:
- Jorge Sampaio - Presidente do Conselho de Administração:
14.300 € (2 860 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 500 € por reunião
- Carla Morais - Administradora Executiva
12.500 € (2 500 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
- João B. Serra - Administrador Executivo
12.500 € mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
- Manuel Alves Monteiro - Vogal Executivo
2.000 € mensais + 300 € por reunião
Todos os 15 componentes do Conselho Geral, de entre os quais se destacam Jorge Sampaio, Adriano Moreira, Diogo Freitas do Amaral e Eduardo Lourenço, recebem 300 € por reunião, à excepção do Presidente (Jorge Sampaio) que recebe 500 €.
Em resumo: 1,3 milhões de Euros por ano (dinheiro injetado pelo Estado Português) em salários.
Como a Fundação vai manter-se em funções até finais de 2015, as despesas com pessoal deverão ser de quase 8 milhões de Euros!!!
Reparem bem: Administradores ganhando mais do que o PR e o PM!
Esta obscenidade acontece numa região, como a do Vale do Ave, onde o desemprego ronda os 15 % !!!
Folha salarial da Fundação Cidade de Guimarães
Folha salarial (da responsabilidade da Câmara Municipal) dos administradores e de outros figurões, da Fundação Cidade de Guimarães, criada para a Capital da Cultura 2012:
- Jorge Sampaio - Presidente do Conselho de Administração:
14.300 € (2 860 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 500 € por reunião
- Carla Morais - Administradora Executiva
12.500 € (2 500 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
- João B. Serra - Administrador Executivo
12.500 € mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
- Manuel Alves Monteiro - Vogal Executivo
2.000 € mensais + 300 € por reunião
Todos os 15 componentes do Conselho Geral, de entre os quais se destacam Jorge Sampaio, Adriano Moreira, Diogo Freitas do Amaral e Eduardo Lourenço, recebem 300 € por reunião, à excepção do Presidente (Jorge Sampaio) que recebe 500 €.
Em resumo: 1,3 milhões de Euros por ano (dinheiro injetado pelo Estado Português) em salários.
Como a Fundação vai manter-se em funções até finais de 2015, as despesas com pessoal deverão ser de quase 8 milhões de Euros!!!
Reparem bem: Administradores ganhando mais do que o PR e o PM!
Esta obscenidade acontece numa região, como a do Vale do Ave, onde o desemprego ronda os 15 % !!!
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