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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Cidade fantasma chinesa em Angola





Houve muita coisa escrita sobre cidades fantasmas na China
Agora, a estatal China International Trust and Investment Corporation (CITIC) construiu uma cidade em Angola. E está quase vazia.
Clique aqui para ver fotos da cidade fantasma


notícia aqui 






segunda-feira, 2 de julho de 2012

Olhos nos olhos


O programa de hoje Olhos nos Olhos foi fatal.

O sábio Medina sabe porque sabe que a Europa sem o protecionismo está condenada ao declínio.

E nós aqui também o sabemos e boa parte dos leitores que deram o seu contributo à sondagem sobre qual o modelo económico que a Europa deve seguir.

A China não é só uma economia global, é também ao mesmo tempo altamente protecionista, pelo baixo valor da sua moeda, uma estratégia mordaz inspirada na tradição chinesa, a paciência, que aos poucos vai desindustrializando e descapitalizando a sociedade ocidental para assim atingir a hegemonia.


sábado, 30 de junho de 2012

A maior Bolha de crédito da história



Qual é o maior problema económico que os EUA enfrentam? Muito simples, o maior problema é que eles estão atolados em dívida.


Nos últimos 30 anos, a dívida pessoal corporativa e governamental cresceu muito mais rápido que o PIB do país. E nenhuma nação no planeta jamais conseguiu expandir a dívida mais rápido que o PIB indefinidamente. Todas as bolhas estouram.

No momento nós estamos a viver a maior bolha de dívida da história da humanidade. Tudo que essa dívida fez foi alimentar uma “falsa prosperidade” que permitiu a muitos americanos viverem como reis e rainhas. Mas nenhuma nação (ou pessoa) consegue acumular dívida eternamente. Em algum momento o peso da dívida se tornará impraticável.

É incrível que os EUA tenham conseguiram acumular tanta dívida assim. Durante os últimos anos, vários autores previram que as finanças do governo americano entrariam em colapso muito antes da dívida chegar a esse nível. A montanha de dívida que os EUA acumularam é uma verdadeira “conquista”, se quisermos olhar dessa forma.

Mas o relógio está a contar na bolha da dívida e quando ela estourar os americanos vão dizer “bye bye” ao seu inflado padrão de vida e descobrirão que eles destruíram a economia de todas as futuras gerações de americanos.

Dívida Pessoal


Dívidas Estaduais e Municipais


Dívida federal


fonte aqui



sexta-feira, 29 de junho de 2012

Vai acabar mal



Atualmente, a dívida nacional dos EUA é mais de 5000 vezes mais elevada do que quando a Reserva Federal foi criada.


fonte aqui





quinta-feira, 28 de junho de 2012

Rothschilds










The Moneys Makers - Os mestres do dinheiro

Conheça a história da poderosa família que está por trás de toda a criação do dinheiro apoiado na dívida, e que se constituíram e se firmaram no mundo através de organizações secretas e na manipulação do poder.

Acompanhe a história aqui:

parte 1
parte 2
parte 3
parte 4
parte 5
parte 6
parte 7
parte 8
parte 9
parte 10

continua...






Mais um golpe no dólar

Brasil e Chile Fecham Acordo de SWAP de Moedas com a China.

notícia aqui




A China está agressiva no processo de excluir o dólar do seu comércio internacional. 

Ela já executa o comércio sem o uso do dólar com Rússia, Japão e Índia. Vai começar agora com Brasil e Chile. Além disso, a China está abertamente a desafiar os EUA, continua a comprar petróleo do Irão, se posicionou contra o embargo e disse que continuará a comprar o petróleo iraniano pagando na moeda que o Irão quiser.

Essa é uma tendência que deve continuar nos próximos anos, com cada vez mais países a abandonar o dólar.

Esta é uma posição extremamente delicada para os EUA que entrariam em total colapso se o dólar deixasse de ser a moeda de referência, principalmente se os países exportadores de petróleo decidissem aceitar outras moedas na compra do ouro negro.

Aqueles que no passado tentaram desafiar a hegemonia do dólar foram sumariamente aniquilados, como Sadan Hussein e Muamar Kadafi. 

Porém hoje a briga é com a China, que é inúmera vezes maior e mais poderosa que Iraque e Líbia, e que certamente contaria com o apoio da maioria das nações asiáticas, inclusive a Rússia.

fonte aqui



sábado, 16 de junho de 2012

A realidade dos media


É cada vez mais evidente que  as maiores empresas de media tornaram-se uma palhaçada.

Fazem censura de notícias, controle social e já não existe mais  jornalismo de investigação.

Estão ao serviço dos grandes interesses. Tudo manipulado.

Quem quiser informação de verdade tem agora de procurar na internet, livros e junto de pessoas esclarecidas.


sexta-feira, 15 de junho de 2012

Defaults


Os maiores defaults soberanos desde 1983, em valores nominais. 


Os dois maiores foram Rússia em 1998 (US$73 bilhões ou US$ 392 mil milhões em valores atuais) e Argentina 2001 (US$82 mil milhões ou US$107 mil milhões em valores atuais).



Um país decretar default (ou moratória, ou calote) não é nenhuma novidade e a história está cheia de exemplos. O grande problema agora é o tamanho dos defaults que podem (e possivelmente vão) ocorrer nos próximos anos.

Observando o gráfico, os valores das dívidas soberanas dos PIIGS somadas totaliza US$ 4.8 biliões. Isto sem considerar França e Grã-Bretanha que também estão a cambalear e uma hora irão “virar notícia”.

Um default dessa proporção seria sem precedentes na história, e pelo jeito, parece mesmo inevitável. Seguindo o conselho do Jim Rogers: Se não está preocupado, acho bom começar a ficar.


quinta-feira, 14 de junho de 2012

A morte anunciada


Quando uma morte é anunciada por todo o mundo não é caso para se ter como algo já consumado ou pelo menos iminente?

Refiro-me obviamente à Grécia e à sua saída do €.

Para já as altas instâncias internacionais andam ainda debruçadas em planos de contingência mas ninguém sabe ainda ao certo em que dia é dado como morto e pior ainda como vai ser o velório...








terça-feira, 12 de junho de 2012

Já acontece

A China e o Japão já fazem transações comerciais com as suas próprias moedas pondo assim de lado o dólar.

noticia aqui


Mais uma vez não se encontra esta notícia na media portuguesa....

Já alertamos aqui no blog para este movimento na semana dedicada à China e em especial neste post.

O dólar prepara-se assim para começar a tremer forte.

Não esquecer que os indicadores económicos americanos são piores que os da Grécia, só mantendo-se ainda à tona de uma suposta tranquilidade por haver ainda uma relativa confiança dos mercados mas claro de um modo artificial.

O € por agora vai também servindo de cortina de distração e os nossos leitores compreendem assim porque muitos desejam o fim do euro.





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quinta-feira, 7 de junho de 2012

A realidade e a lógica perturbada

Artigo publicado no Instituto Mises Brasil

Por Peter Schiff,





A realidade económica americana e a lógica perturbada de Obama

Quando dados positivos sobre a economia americana foram divulgados no início do ano, várias pessoas se tornaram convencidas de que a "recuperação" dos EUA era iminente.  

No entanto, como eu já vinha alertando há meses, o tempo se encarregaria de demonstrar que tal evidência era tão confiável quanto a existência do "Pé Grande": muitas pessoas alegam já tê-lo visto e algumas até mesmo reproduzem suas pegadas em um reboco de gesso; mas, no final, tudo o que havia era um sujeito com uma fantasia de macaco.

A recuperação económica americana, discutida tão frequente e animadamente nos últimos meses, foi algo similarmente mítico.

Uma torrente de dados económicos publicados recentemente revelou a debilidade da economia americana, e os investidores já estão começando a cair em si.  Semana passada, a divulgação dos dados do emprego para o mês de maio mostrou a criação de insignificantes 69.000 postos de trabalho, muito abaixo da estimativa dos "especialistas".  

Não apenas o mês de maio foi uma decepção, como também as expectativas para junho já foram revistass para baixo, situando-se agora em 49.000.  Para completar o azedume, o crescimento do PIB do primeiro trimestre também foi revisado para baixo: de 0,55% para 0,47%.  Outro dado que ficou perdido nas manchetes foi a queda da taxa de poupança em abril, para 3,4%, o menor nível desde dezembro de 2007.  Isto mostra que os americanos poderão ter de exaurir sua já escassa poupança apenas para não se endividarem ainda mais à medida que a economia do país volta à recessão.

Estas notícias ruins abalaram o mercado de ações.  O S&P 500 já caiu 10% em relação aos níveis do início de abril.  Por outro lado, os preços dos títulos da dívida pública atingiram novas máximas (o que significa dizer que seus juros caíram) à medida que investidores buscavam segurança em um ativo ainda visto como um porto seguro.  No entanto, continuo acreditando que os títulos da dívida americana revelar-se-ão o Facebook dos portos seguros.  

Antes de o Facebook abrir seu capital, todo mundo queria participar da festa.  Porém, tão logo o encantamento se esvaneceu, e as pessoas enfim se deram conta de que haviam comprado ações de uma empresa artificialmente badalada, de rendimentos duvidosos e com uma precificação estratosférica, as ações rapidamente perderam uma boa parte de seu charme.  Da mesma maneira, não obstante os esforços concertados da mídia em declarar que o encanto do ouro chegou ao fim, o metal continua brilhando.  Nos últimos dias, ele subiu mais de 4%, e hoje seu valor está apenas 3% menor do que estava em 1º de maio, período este que foi horrível para outras classes de ativo.

O preço do petróleo continua em queda à medida que os operadores do mercado se preparam para um recuo na demanda global em decorrência da volta da recessão global.  Mas o que estes operadores parecem ser incapazes de entender é que a recessão muito provavelmente será "combatida" pelos bancos centrais ao redor do mundo por meio de maciças impressões de dinheiro.  Tal medida tenderá a empurrar os preços do petróleo de volta a níveis maiores do que aqueles vivenciados antes da atual recessão.  Sim, uma recessão significa que os consumidores utilizarão muito menos petróleo, mas a inflação criada pelos bancos centrais significa que eles terão de pagar muito mais para adquirir o produto.

Nos últimos meses, com todas as atenções voltadas para a turbulência no mercado da dívida europeia, os EUA se transformaram, imerecidamente, em um porto seguro.  Mas a verdade é que os problemas nos EUA são tão ruins quanto os europeus — ou até mesmo piores.  Ironicamente, os EUA ainda não tiveram de lidar com seus problemas simplesmente porque outros problemas — menos graves — surgiram antes na Europa.  Porém, quando a Europa apresentar algumas modestas soluções para seus problemas, ou quando os investidores finalmente se derem conta de que trocar a Europa pelos EUA é o equivalente a sair da panela com água a ferver e  a cair diretamente no fogo, não mais haverá como o país continuar postergando a resolução de seus prementes problemas.

Dado que os efeitos inebriantes dos estímulos monetários do Fed estão acabando, a ressaca está voltando.  Para postergar a dor, creio ser pouco controverso afirmar que o Fed irá colocar em ação sua próxima rodada de estímulos, agora na forma de um QE3.  Meu palpite é que o Fed sempre soube que mais uma rodada de QE era necessária, mas preferiu esperar pelo momento mais politicamente palatável para anunciá-la.  E esta nova injeção de esteróides não irá demorar, considerando-se a ruindade dos dados econômicos e a proximidade das eleições presidenciais.

Com o tempo, cada vez mais pessoas irão perceber o quão precária é a situação fiscal dos EUA.  Será nesse momento que os juros dos títulos públicos do governo americano finalmente voltarão a subir.  Não há como justificar juros em níveis historicamente baixos em um país cuja situação fiscal é tão atroz.  Creio que os juros americanos irão subir a níveis comparáveis aos dos países europeus mais endividados.  Quando se tornar óbvio que o Fed está disposto a continuar imprimindo quantias estupefacientes de dólares para protelar uma inevitável recessão, as pessoas que hoje estão se refugiando nos títulos da dívida americana sofrerão daquilo que chamam de 'arrependimento do comprador'.  Quando elas repensarem suas suposições, assim como claramente ocorreu com os compradores das ações do Facebook, o Fed passará a ser não apenas o comprador de última instância, mas também o comprador de única instância.  E então, nesse momento, o real colapso da economia americana será inadiável.

Obama e sua lógica perturbada

Com a proximidade das eleições, Obama vem aumentando o tom e deixando mais explícitas suas crenças económicas.  O presidente deixou claro que acredita que a fonte de toda a força económica dos EUA sempre foi a ação coletiva, a redistribuição de renda e as políticas governamentais voltadas à proteção dos trabalhadores contra a devastação criada pelos ricos.  Só reiterando, Obama estava se referindo aos Estados Unidos e não à União Soviética.  Ele afirmou que a prosperidade "cresce de dentro da classe média para fora" e que ela "nunca advém de cima para baixo, do sucesso dos ricos para os mais pobres".  

Apropriadamente, ele concluiu que a atual má fase da economia americana decorre do fato de tais políticas exitosas de redistribuição de renda terem sido abandonadas.

Para chegar a estas conclusões, Obama se baseou na clássica premissa de que "calçadas molhadas provocam chuva", e pressupôs que um efeito pode ser a mãe da causa.  Porém, para se retirar a economia americana do atoleiro em que ela se encontra, é necessário antes saber onde colocar a carruagem e onde colocar o cavalo.

Para ilustrar seu ponto, Obama recorreu ao exemplo do pioneiro dos automóveis, Henry Ford, que se tornou famoso por pagar um dos maiores salários do mundo na época em que sua empresa começou a produzir em massa o Modelo T.  Por pagar salários tão altos, crê Obama, Ford criou consumidores que passaram a poder comprar seus próprios carros da Ford, o que garantiu à empresa capacidade de crescimento.  Baseando-se neste raciocínio, qualquer programa governamental que coloque dinheiro no bolso dos consumidores será bem-sucedido em criar crescimento econômico, especialmente se este dinheiro for confiscado via impostos sobre os mais ricos, que têm menos propensão a gastar.  

Consequentemente, Obama argumenta que quaisquer propostas que visem a controlar os gastos do governo e a cortar benefícios para as pessoas de baixa renda vão contra este objetivo benevolente.

Embora seja verdade que a classe média americana cresceu juntamente ao robustecimento da economia do país, foi o sucesso dos industrialistas o que permitiu que a classe média crescesse.  O capitalismo gerou e desencadeou a capacidade produtiva de empreendedores e trabalhadores, o que derrubou os custos dos bens e serviços e possibilitou altos níveis de consumo para uma ampla gama de indivíduos.  Embora Henry Ford, como observou Obama, pagasse seus empregados um salário alto o suficiente para que eles pudessem comprar carros da Ford, estes altos salários jamais teriam sido possíveis — ou seus produtos jamais seriam acessíveis — sem as inovações que Ford e outros industrialistas americanos implementaram à época.  E tais inovações só foram possíveis porque os capitalistas puderam acumular capital, sem grandes confiscos de sua renda por parte do governo.

Os economistas que Obama segue acreditam que as empresas só irão criar empregos caso já saibam de antemão que haverá consumidores com dinheiro para comprar seus produtos. 

Porém, da mesma forma que calçadas molhadas não provocam chuvas, o consumo não gera a produção.  Ao contrário, a produção é que gera o consumo.  Para que algo possa ser consumido, ele tem antes de ser produzido.  Isso é economia básica.

A demanda humana é, por si só, algo infinito.  Ela não precisa ser estimulada para passar a existir.  Suponha que você queira um carro novo, mas perde seu emprego e decide postergar a compra.  Será que o seu desejo (ou demanda) pelo carro diminuiu como resultado de seu desemprego?  Se você for como a maioria das pessoas, você continua desejando aquele carro com a mesma intensidade de antes, mas talvez irá decidir não comprá-lo por causa da redução da sua renda.  Não é que você não mais queira o carro (se alguém lhe oferecer o carro com um desconto de 90%, você muito certamente irá comprá-lo); a questão é que você perdeu a capacidade de adquirir o carro dado o seu preço e a sua agora reduzida renda.  A melhor maneira de transformar demanda em consumo é reduzindo os preços até o ponto em que as coisas se tornam acessíveis.  Empresas e indústrias que operam eficientemente aumentam a oferta, reduzem seus custos e reduzem seus preços.  Foi isso que Ford fez 100 anos atrás e foi isso que Steve Jobs fez mais recentemente.

Ao introduzir processos industriais revolucionários para a produção em massa de veículos, Ford foi capaz de reduzir drasticamente o preço de um produto (automóveis) que até então era acessível apenas para a camada mais rica da sociedade.  Ford não criou o desejo de se comprar carros, o qual sempre existiu independentemente das condições de mercado.  Ele apenas expandiu enormemente a quantidade de carros baratos, o que permitiu que a demanda fosse saciada por meio do consumo.  

Neste processo, ele criou riqueza para si próprio e para seus empregados (suas técnicas de produção mais eficientes possibilitaram aos trabalhadores receber salários mais altos), bem como um maior padrão de vida para toda a sociedade.

Já Obama acredita que a prosperidade só surgiu no século XX após o governo começar a redistribuir a renda de pessoas ricas como Henry Ford para as classes médias e baixas.  Ele ignora o fato de que o período de maior crescimento econômico da história dos EUA ocorreu no final do século XIX, e não no século XX, e que os EUA se tornaram disparadamente o país mais rico do mundo antes de qualquer tipo de redistribuição de renda ser implantado.

Infelizmente para Obama a realidade econômica é incontornável: a riqueza precisa antes ser criada para, só então, ser redistribuída.  Mas a redistribuição sempre cria desincentivos que resultam em menos riqueza sendo criada.  Todas as sociedades que tentaram criar riqueza por meio da redistribuição fracassaram miseravelmente.  Isso deveria ser algo óbvio para qualquer pessoa que dedique alguns minutos ao estudo da história econômica mundial.  Mas Obama está disposto a tudo par ser reeleito, e sua carta na manga se resume a incitar o conflito de classes.  É uma política que já se comprovou eficaz em termos de resultados, e Obama parece disposto a levá-la às últimas e imprevisíveis consequências para alcançar seu objetivo.




quarta-feira, 6 de junho de 2012

Está cada vez mais difícil tapar o sol com a peneira


Bill Gross, fundador e co-diretor de investimentos da Pimco, diz que o nosso sistema monetário global pode estar errado. 


"O sistema monetário global que evoluiu e se transformou ao longo do século passado, mas sempre na direção de um crédito mais fácil, mais barato e mais abundante, pode ter chegado a um ponto em que já não pode operar de forma eficiente e equitativa para promover o crescimento económico e a distribuição justa dos seus benefícios.


"Uma alta inflacionista global provavelmente surgirá ".

notícia aqui




domingo, 3 de junho de 2012

Obama care

Mr.Obama, 


Se está assim tão preocupado com a crise da dívida soberana europeia temos uma sugestão para si:

Ligue a máquina de imprimir dinheiro e envie contentores cheios de notas para o velho continente...


Nós por cá temos felizmente um país entendido na ciência econômica a comandar o diretório europeu que não nos deixa incorrer em insanidades.


Hasta la vista.






Noble peace & Anti war




A Competição dos Escroques



Entrevista publicada no Instituto Mises Brasil



Entrevista com Hans-Hermann Hoppe sobre seu novo livro

Senhor Hoppe, o senhor escreveu em seu novo livro, Der Wettbewerb der Gauner ("A Competição dos Escroques"), que "Não precisamos de um superestado europeu, que é o que a União Europeia está querendo estabelecer... mas sim de uma Europa e de um mundo formado por centenas, até mesmo milhares, de pequenas Liechtensteins e Singapuras."  Tal arranjo não parece muito factível no momento — muito pelo contrário, aliás.  Será que as coisas terão de piorar ainda mais — política e economicamente — para que só então possam melhorar?

Infelizmente, receio que sim.  Antes de chegarmos a este arranjo que defendo, provavelmente vivenciaremos várias derrocadas nacionais, começando por Portugal, Espanha, Itália e, no final, a Alemanha.  Somente então, receio eu, tornar-se-á óbvio para todos aquilo de que muitos já sabem hoje: que a União Europeia nada mais é do que uma enorme máquina de redistribuição de renda e riqueza, da Alemanha e da Holanda para Grécia, Espanha, Portugal e outros. 

Mas isso não é tudo. Também ficará claro que a mesma insanidade, a mesma bagunça, também existe dentro de cada país: na Alemanha, por exemplo, há redistribuição de renda e riqueza da Bavaria e de Baden-Württemberg para Bremen e Berlim, da Pequena Cidade A para o Pequeno Vilarejo B, de uma empresa para outra, de uma indústria para outra, de João para José e por aí vai.  E sempre seguindo o mesmo e perverso padrão: redistribuição dos países, regiões, locais, empresas e indivíduos mais produtivos para aqueles menos produtivos ou nada produtivos.  A quebradeira trará toda esta realidade à luz de uma maneira bastante dramática.

E talvez, só então, as pessoas irão finalmente entender que a democracia — em nome da qual todas estas safadezas e trapaças são feitas — nada mais é do que uma forma especialmente insidiosa de comunismo, e que os políticos que criaram esta demência moral e económica, e que enriqueceram enormemente neste processo (mas nunca, é claro, sendo responsáveis por nenhum dos estragos que causaram), nada mais são do que um desprezível bando de comunistas escroques.

Em seu livro Bureaucracy, Ludwig von Mises afirma: "A democracia representativa será insustentável caso uma grande parte do eleitorado esteja na folha de pagamento do governo".  O senhor também repete este argumento quase 70 anos depois.  Quando é que as constatações de Mises irão finalmente render frutos?

Vou ainda mais longe do que Mises em minhas constatações.  Afirmo — e já tentei fornecer evidências disto de várias maneiras diferentes em meus escritos — que é a democracia a responsável pelas fatídicas condições que nos afligem hoje.  O número de pessoas produtivas está em constante declínio, e o número de pessoas parasiticamente consumindo a renda e a riqueza deste declinante número de pessoas produtivas está aumentando constantemente.  Isso é algo que não pode se prolongar por muito tempo.  É economicamente insustentável.

O fato de todo o castelo de cartas da democracia ainda não ter desabado completamente é uma enorme prova do tremendo poder criativo do capitalismo, mesmo em meio aos crescentes obstáculos e estrangulamentos criados pelo governo.  E este fato também nos leva a imaginar todos os 'milagres' econômicos que seriam possíveis caso tivéssemos um capitalismo livre e desimpedido, um capitalismo não obstruído e asfixiado por todo este parasitismo, um capitalismo completamente desregulamentado e desburocratizado.

Se esta constatação vai finalmente gerar frutos é algo que irá depender da consciência de classe da população.  Há um mito marxista, gostosamente promovido pelo estado, de que existe um irreconciliável conflito de interesses entre empregadores (capitalistas) e empregados (trabalhadores), ou entre ricos e pobres.  Enquanto este mito perdurar na opinião pública, não haverá absolutamente nenhuma mudança, e o desastre será inevitável.

Uma mudança fundamental só será possível se, em vez desta mentalidade, a correta compreensão das coisas se tornar algo amplamente aceito entre a população.  E qual é a correta compreensão?  Entender que o único conflito de interesses que existe na sociedade é aquele entre os pagadores de impostos — ou seja, os explorados — e os recebedores de impostos — ou seja, os exploradores.  Em outras palavras, entre, de um lado, a classe de pessoas que obtém sua renda e seus ativos produzindo algo que é comprado voluntariamente e valorado apropriadamente pelos consumidores; e, de outro, a classe formada por aqueles que não produzem nada de valor, mas que vivem e enriquecem à custa da renda e dos ativos das pessoas produtivas, os quais são violentamente confiscados via tributação — o que significa dizer que todos os funcionários públicos e todos os beneficiários de "programas sociais", subsídios, privilégios monopolistas pertencem a esta última classe.

Somente quando a classe produtora reconhecer claramente este estado de coisas e publicamente se manifestar; somente quando os produtores finalmente estiverem confiantes de que possuem a autoridade moral e finalmente rejeitarem as insolentes admoestações da classe política como sendo desaforos morais e econômicos, e rispidamente expuserem e denunciarem a classe política como aquilo que realmente são — uma gangue de parasitas —, será então possível repelir e, em última instância, eliminar estes parasitas.

O senhor indiretamente critica as pessoas por "se preocuparem somente com suas rotinas diárias" e por "não pensarem em questões filosóficas".  Não estaria o senhor exigindo muito?  Em uma situação econômica que apresenta contínua deterioração, principalmente no aspecto monetário, não estariam as pessoas ocupadas demais tentando sobreviver e se sustentar, não tendo tempo portanto para se dedicar à filosofia?

Minha declaração não foi feita com a intenção de ser uma crítica específica ao cidadão comum; ela foi apenas a simples afirmação de um fato incontestável.  Acho que é completamente normal o fato de que a maioria das pessoas jamais se preocupe com questões filosóficas.  São poucas as pessoas que realmente se interessam por tais problemas, e são ainda menos as pessoas que possuem a capacidade intelectual para de fato esclarecer ou mesmo solucionar estes problemas.

Meus comentários, ao contrário, foram feitos com a intenção de sistematicamente estimular o cidadão comum.  Para dizer a ele — e isto vindo de um intelectual, "alguém de dentro", por assim dizer — que seu preconceito contra intelectuais — que, via de regra, são pessoas enfatuadas, inúteis e arrogantes — está totalmente correto.  Que existe uma quantidade excessiva de intelectuais apenas porque o estado os paga e os subsidia via impostos extraídos do resto de nós.  E isso deturpa e distorce o objetivo e o resultado de suas ideias — direcionando-as para a defesa do estatismo.  Que é ele, o cidadão comum, quem paga por todo este dispendioso e inútil besteirol produzido pela classe intelectual, e que ele, portanto, tem todos os motivos do mundo para gritar, protestar e se sentir indignado.

A tese do seu livro é que o governo é o monopolista supremo da aplicação da lei e da justiça, e que todo e qualquer monopólio é e sempre será ruim do ponto de vista do consumidor — neste caso, o cidadão.  Sua solução alternativa é uma sociedade baseada em leis privadas.  Como um "leigo" pode entender o que tudo isto acarreta?

A ideia básica é bem simples: abolir os monopólios e estimular a concorrência.
Atualmente, o que ocorre é que, na eventualidade de um conflito entre um cidadão e o estado, será sempre o estado (ou um juiz que é empregado do estado) quem irá decidir quem está certo.  Se o estado decidir, por exemplo, que eu tenho de pagar a ele mais impostos e que eu não posso permitir que pessoas fumem no restaurante do qual sou o dono, e se eu não concordar com nenhuma destas decisões, o que posso fazer a respeito?  Posso apenas recorrer a um tribunal estatal, cujos juízes — muito bem remunerados com o dinheiro coletado pelo estado via impostos — são pagos para impingir as regulamentações do governo.  E o que estes juízes, como toda a probabilidade, irão decidir?  Que tudo isto é legal, obviamente!

Desta maneira, todos os tipos de roubo, agressão, assassinatos e guerras cometidos pelo estado são "legalmente" sancionados.  Tente julgar e processar algum político para ver se terá sucesso.  Peça para um americano levar os senhores Bush e Obama — e um alemão levar a senhora Angela Merkel — para os tribunais sob a acusação de homicídio em massa no Iraque e no Afeganistão.  Tal processo jamais seria aceito pelos tribunais; e, mesmo que fosse, a decisão final já estaria clara desde o início: absolvição!

Em uma sociedade de leis privadas, ao contrário, se tivéssemos tal conflito iríamos recorrer a arbitradoresindependentes, arbitradores que estão no livre mercado concorrendo com outros arbitradores por consumidores voluntários de seus serviços.  Não utilizaríamos um juiz inerentemente enviesado em prol do estado, já que é pago diretamente por este, e que por isso é partidário de um dos lados do julgamento; recorreríamos a uma entidade neutra para adjudicar os conflitos judiciais normais que surgem envolvendo direitos de propriedade existentes e reconhecidos e leis de contratos privados.  Esta entidade, por estar operando no livre mercado, terá todo o interesse em adquirir e manter a reputação de ser uma julgadora neutra e imparcial.  Caso não proceda desta maneira, será expulsa do mercado de mediação pela total falta de clientes. 

O julgamento, neste caso, será previsível e óbvio: minha renda obtida por meio do meu trabalho é minha propriedade (e não do estado), assim como o restaurante também é minha propriedade (e não do estado).  Portanto, qualquer tributo imposto pelo estado sobre mim ou qualquer restrição ao uso da minha propriedade (como proibições ao fumo) seriam julgadas como ilícitas, como roubo e expropriação.  Adicionalmente, é claro, Bush, Obama, Merkel (e vários outros) seriam declarados culpados por homicídio em massa (além de vários outros crimes).

É precisamente por isso que existe um monopólio judicial do estado.  Porque, sob um sistema jurídico concorrencial e não monopolista, seria imediatamente evidente que, nas palavras de Santo Agostinho, o estado nada mais é do que um "grande bando de ladrões", uma máfia — só que muito maior, mais opressiva e mais perigosa.

O estado teria alguma responsabilidade neste seu modelo?

Indiretamente, esta pergunta já foi respondia.  Quais tarefas você gostaria de entregar a um bando de ladrões?  Todos eles deveriam renunciar!  E deveriam devolver toda a propriedade que roubaram — toda a chamada propriedade pública — para seus donos de direito.  Ou seja, os pagadores de impostos deveriam ser reembolsados de acordo com a quantidade de impostos que pagaram.
O problema é que estes bandidos jamais pensaram em renunciar.  E eles também jamais pensaram em restituir suas vítimas: o enorme número de pessoas roubadas, despojadas e assassinadas por eles.  Nada.

E tal estado de coisas não irá mudar — a menos que a opinião pública gere uma enorme pressão.  O que nos leva de volta ao assunto da consciência de classe.  Nossa única esperança para que esta desejada renúncia e restituição ocorra é que as vítimas (bem como um crescente número de inocentes e inofensivos colaboradores do estado) reconheçam o estado como aquilo que realmente é: um bando de ladrões, e os tratem correspondentemente.

Ladrões que são reconhecidos e tratados como tal não podem durar para sempre.

Para concluir, falemos sobre dinheiro — dinheiro imposto pelo estado, para ser mais preciso —, o meio de troca que as pessoas estão permanentemente sendo obrigadas a utilizar.  Até mesmo o cidadão comum mais alienado já percebeu que há algo de errado com o sistema.  Por favor, explique para ele por que — e aqui eu cito uma frase sua — "não há absolutamente nenhuma razão, sob nenhuma circunstância, para que o estado tenha qualquer tipo de envolvimento com a produção de dinheiro".

Porque o estado é um monopólio e monopólios sempre serão, em qualquer circunstância, nocivos para o consumidor (ao passo que, inversamente, eles são sempre ótimos para o monopolista).  Tal raciocínio também se aplica ao dinheiro e ao monopólio governamental do dinheiro.

Somente um banco central aprovado pelo estado pode produzir dinheiro, e tal produção de dinheiro será correspondentemente ruim.  Em vez de termos ouro e prata, como no passado, temos hoje nada mais do que pedaços de papal circulando o mundo (dólares, euros, ienes etc.).  Tal arranjo é ótimo para o monopolista.  Ele pode imprimir dinheiro de maneira efetivamente gratuita e utilizá-lo para comprar bens como imóveis e carros.  Uma varinha mágica real.  Quem não iria querer tal varinha?

No entanto, para todo o resto da população, isso não é nada fantástico.  Mais dinheiro de papel não torna a sociedade mais rica.  É tudo apenas somente papel.  Cada novo pedaço de papel impresso reduz o poder de compra de todos os outros pedaços de papel que já existiam.  E cada novo pedaço de papel gera umaredistribuição da riqueza social.  Os responsáveis pela impressão do dinheiro se enriquecem e sua fatia confiscada de riqueza da sociedade aumenta.  Eles agora possuem casas e carros que antes não possuíam.  E, igualmente, esta impressão de dinheiro reduz a riqueza de todos os outros cidadãos, que agora possuem correspondentemente menos casas e carros do que poderiam possuir.

Estou confiante de que o cidadão comum alienado é capaz de entender que estas maquinações, que ocorrem diariamente em uma escala inimaginável, nada mais são do que um gigantesco caso de roubo e fraude em ampla escala.

Porém, a verdade é que não ouvimos absolutamente nenhuma palavra de condenação, nenhuma exposição desta fraude, na mídia.  Aqueles pretensiosos, ininteligíveis, arrogantes e auto-proclamados 'especialistas' econômicos e financeiros na televisão, no rádio e em todas as outras mídias não falam absolutamente nada a respeito.  Isto tem dois motivos: ou eles estão sendo pagos para intencionalmente esconder ou encobrir fatos que eles sabem ser imorais, ou eles foram tão estupidificados durante seu período universitário, que eles se tornaram realmente incapazes de reconhecer até mesmo os mais simples fatos e relações de causa e consequência.

O que aconteceria se o monopólio do governo sobre o dinheiro fosse abolido e todos nós estivéssemos livres para fazer cópias perfeitas do papel-moeda estatal (da mesma maneira que qualquer indivíduo pode hoje criar cópias perfeitas de maçãs, peras, grãos de trigo, pregos, casas, computadores etc.)?  Eis o que aconteceria: o papel-moeda seria imediatamente produzido em quantidades tão grandes que o valor (poder de compra) de uma cédula iria despencar, de um dia para o outro, até o valor físico do papel em que os números foram impressos.  Com tais cédulas valendo apenas o papel no qual foram impressas, elas seriam impróprias para ser utilizadas como um meio geral de pagamento.  O dinheiro de papel perderia sua função de dinheiro, e o estado perderia repentinamente sua varinha mágica.  (É exatamente por isso que o estado é tão ciumento e zeloso de seu monopólio sobre a criação de dinheiro, sendo que o "crime" de falsificação de dinheiro é um dos mais eficientemente combatidos pelo estado).

Mas isso não significa que o dinheiro não mais existiria.  Ao contrário: em um ambiente concorrencial, um dinheiro de melhor qualidade seria produzido.  Por quê?  Porque sempre haverá uma demanda por meios de troca.

Por que as pessoas carregam dinheiro consigo?  Por que elas não investem absolutamente todos os seus ativos em bens de capital e em bens de consumo?  Por que elas sempre mantêm uma fatia de seus ativos na forma de dinheiro (o qual não pode ser consumido e nem utilizado em processos produtivos; pode apenas ser portado como meio de troca, com o intuito de talvez ser trocado por algo mais tarde)?  Resposta: porque há incerteza em nosso mundo.  Porque coisas acontecem, o que faz com que surjam as necessidades humanas.  E nem reservas de bens de consumo ou de bens de capital, tampouco apólices de seguro, podem nos deixar preparados para tais necessidades, tampouco impedir que elas ocorram.  A única maneira de se estar preparado para tais imprevisíveis, porém continuamente recorrentes surpresas, e as consequentes necessidades que elas acarretam, é acumulando uma reserva de meios de troca.  Uma reserva de bens que se distinguem de todos os outros bens por sua excepcional liquidez e capacidade de ser imediatamente aceito em trocas voluntárias.  Bens que podem ser diretamente e imediatamente trocados, a qualquer momento, pela mais vasta gama de bens de consumo ou de capital.  Em suma, bens que possuem uma excepcional capacidade de serem comercializados em troca de qualquer coisa.

Do ponto de vista histórico, estes bens sempre foram o ouro e a prata, pois estes metais eram os que melhor cumpriam a função de meio de troca, a função de fornecer um "seguro contra incertezas".  Ouro e prata surgiram como os bens que usufruíam a mais alta liquidez e capacidade de serem trocados por quaisquer outros bens.  Eles eram os bens mais facilmente vendáveis e mais amplamente aceitos dentre todos.  E assim, portanto, o dinheiro historicamente sempre foi o ouro e a prata.

Se o monopólio estatal sobre o dinheiro algum dia desaparecer, a maior probabilidade é que ouro e prata recuperem suas antigas funções de dinheiro (e o papel iria simplesmente voltar a ter neste sistema monetário a mesma função que sempre teve historicamente: servir como certificados, como títulos de propriedade, sobre ouro e prata).

Senhor Hoppe, muito obrigado pela entrevista.


Hans-Hermann Hoppe é um membro sênior do Ludwig von Mises Institute, fundador e presidente da Property and Freedom Society e co-editor do periódico Review of Austrian Economics. Ele recebeu seu Ph.D e fez seu pós-doutorado na Goethe University em Frankfurt, Alemanha. Ele é o autor, entre outros trabalhos, de Uma Teoria sobre Socialismo e Capitalismo eThe Economics and Ethics of Private Property.




sábado, 2 de junho de 2012

Socialismo na universidade

UM PROFESSOR NO TEXAS

Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.

Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e 'justo. '

O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas." 

Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas. ' Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado.Também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A"...

Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agiram contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média "D". Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um "F". 

As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano... Para sua total surpresa.

O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes.

Preguiça e mágoas foi seu resultado.. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado. 

"Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós...

Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."

"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. 


O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. 

É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.







quinta-feira, 31 de maio de 2012

O que virá após o dólar?


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Artigo publicado no Instituto Mises Brasil

Por Peter Schiff



O destino do dólar

Meus leitores já estão familiarizados com minhas recentes previsões quanto ao futuro do dólar: a moeda americana está em declínio terminal.  Os EUA estão tragicamente falidos, o governo é incapaz de quitar seus empréstimos sem que tenha de recorrer à impressão de dólares e o país está enredado em uma depressão econômica.


O relógio já está em contagem regressiva para o dia em que o dólar finalmente irá enfrentar uma crise de confiança, assim como ocorre com todas as bolhas.  A diferença essencial entre esse colapso e, por exemplo, o estouro da bolha imobiliária é que o dólar americano é a espinha dorsal da economia global.  Sua destruição deixará um vácuo que terá de ser preenchido.

Os comentadores convencionais sempre enumeram os três principais concorrentes para assumir essa função: o euro, o iene, e o renminbi chinês (conhecido informalmente como yuan).  Entretanto, todas essas três possuem, cada uma à sua maneira, falhas cruciais que as tornam despreparadas e incapazes de assumir a função de moeda de reserva internacional quando chegar o momento do colapso do dólar. 
Ou seja, no que diz respeito a alternativas fiduciárias, parece que o mundo irá simplesmente sair da frigideira e ir direto para o fogo.

Euro: desfiando-se nas bordas

O euro é um experimento de apenas dez anos de idade, uma tentativa de unir divergentes interesses políticos, econômicos e culturais sob uma moeda de papel de curso forçado, a qual é controlada por um único e muito poderoso banco central.

Caso fosse gerenciada corretamente, tal moeda poderia servir para manter honestos os governos que a utilizam — mas esse não é o mundo em que vivemos.  Exatamente por isso, os governos fiscalmente irresponsáveis já estão debatendo a possibilidade de sair da moeda, e logo no primeiro sinal de problemas.  Ou seja, tais governos preferem ter e manusear uma moeda própria, a qual eles poderiam inflacionar sempre que quisessem reduzir o fardo de suas dívidas públicas.  Sendo assim, com o intuito de manter coeso esse arranjo do euro, as nações credoras foram forçadas a dar pacotes de socorro fiscal para as nações devedoras — ainda que tal medida viole as regras do pacto que criou a moeda comum.

Logo, a pergunta passa a ser: até quando os alemães — ainda escaldados pelas lembranças da hiperinflação da República de Weimar e a consequente ascensão do Terceiro Reich — irão aceitar que o Banco Central Europeu continue imprimindo euros para pagar as dívidas dos perdulários gregos?
Quantos políticos alemães irão vencer eleições sob a promessa de pacotes de socorro infinitos e preços crescentes por toda a Europa?  Esse é o defeito crucial do euro.

E, é claro, a Grécia não é o único problema.  Irlanda e Portugal estão em disputa acirrada pelo título europeu de segunda pior crise da dívida.  A Espanha, que representa 12% do PIB da zona do euro, viu os juros de sua dívida pular de 4,1% para 6,6% ao longo de 2010.  Os juros dos títulos das dívidas de todos os outros países da zona do euro também continuam subindo — uma clara indicação de que a zona do euro é uma aposta crescentemente arriscada.

É verdade que, caso os PIGS decidissem sair do euro, isso poderia de fato tornar o euro mais forte; porém, tal secessão seria um evento traumático.  Essa possibilidade está solapando a confiança no euro justamente no momento em que o mundo está analisando para onde ir daqui pra frente.
Talvez uma moeda mais madura, que não vacilasse tão facilmente em meio à recente crise financeira global, fosse uma melhor opção para assumir o posto de moeda de reserva internacional.  O euro, no entanto, é jovem e já está com sérios problemas.  Se menos de duas dúzias de nações já mostraram ser um fardo imenso para o euro suportar, será que devemos esperar melhores resultados caso o euro passasse a servir a duas centenas?

Yuan: país capitalista, moeda comunista

Os investidores estão lentamente começando a adotar o meu entusiasmo — o qual mantenho há muito tempo — quanto ao miraculoso crescimento da China.  E essa mudança de postura não se trata de nenhum furor.  Com efeito, se algo, creio que muitos ainda são muito ariscos quando se trata desse mercado.  Entretanto, aqueles que se encantaram com a China e já entraram alegremente no trem da alegria, começaram agora a proclamar que o yuan chinês é o sucessor lógico do moribundo dólar.  Porém, embora a China esteja se tornando uma imensa força econômica, o próprio yuan ainda continua amarrado e restringido pelo passado comunista do país.

Antes de tudo, a China impõe um rígido controle de capital sobre o yuan.  Uma moeda de reserva internacional tem de ser livre e facilmente conversível em outras moedas.  Mesmo dentro das fronteiras da China, um indivíduo não consegue trocar grandes quantias de yuan por dólares ou por qualquer outra moeda.

A China está, muito lentamente, a fazer reformas para aliviar esses controles, mas vale lembrar que estes não foram impostos arbitrariamente; eles estão ali para permitir que a China contenha a valorização do yuan, permitindo — dentre outras consequências — que seu setor exportador se mantenha artificialmente expandido.  Caso o governo chinês permitisse que o yuan fosse livremente conversível, ele perderia esse poder que mantém sobre sua moeda — e, por conseguinte, sobre seu povo.

Vale lembrar que todas as moedas de papel são rotineiramente manipuladas e inflacionadas.  O Banco Central da China relatou que o M2 cresceu mais de 140% nos últimos cinco anos — crescimento esse que se deu quase que exclusivamente para manter uma taxa de câmbio estável perante um dólar cada vez mais desvalorizado.

Iene: buraco negro de dívidas

O iene japonês é o terceiro Don Juan dessa fiesta fiduciária internacional.  Embora não padeça dos riscos estruturais do euro, o iene sobrevive em um ambiente de colossal dívida soberana.  A razão dívida/PIB do Japão, de 225%, é a maior dentre todos os países desenvolvidos, o que significa que sempre haverá aquele ímpeto de imprimir mais dinheiro para quitar ao menos parte dessa dívida.  Dado que o iene tem de suportar esse nó corrediço, ele se torna uma alternativa fraca ao dólar americano, o qual padece exatamente do mesmo problema.

Embora eu creia que o Japão está em uma situação muito melhor que a americana — porque mantém uma balança comercial positiva e porque a maior parte de sua dívida está em mãos domésticas —, sua moeda ainda não é uma unidade estável com a qual conduzir o comércio mundial.

Talvez ainda mais importante: caso o mundo começasse a buscar ienes para construir suas reservas, o preço da moeda japonesa iria aumentar drasticamente.  Isso seria politicamente inaceitável no Japão, onde o lobby exportador está constantemente tentando desvalorizar o iene para estimular suas vendas internacionais.

A combinação desses dois fatores torna impraticável o iene ser uma moeda de reserva internacional.  A valorização do iene iria, ao mesmo tempo, piorar os problemas da dívida do Japão e fazer com que sua indústria exportadora sofresse enormemente — o que significa que o Japão provavelmente está menos interessado em assumir essa função do que nós queremos que ele esteja.

A solução mais simples frequentemente é a melhor

Como J.P. Morgan memoravelmente disse ao Congresso americano em 1913, "apenas ouro é dinheiro, nada mais".  Morgan quis dizer que o ouro era incomparável e insuperável em sua eficácia como reserva de valor e meio de troca.

Dado que seu banco homônimo, em fevereiro passado, começou a aceitar barras de ouro como garantia para empréstimos, por que a tendência de retorno em ampla escala para o ouro deveria ser considerada apenas uma possibilidade remota?  Ao contrário, ela deveria ser esperada — no mínimo, simplesmente porque todas as outras moedas de papel estão fundamentalmente em estado desanimador.

Mercados são arranjos poderosos, e requerem um meio de troca confiável, honesto e seguro.

A exigência de uma moeda sólida e forte não é apenas filosófica; ela advém do próprio mercado.  Ao longo da história humana, mercadores e comerciantes sempre recorriam ao ouro e à prata perante o surgimento de novas moedas pretendentes.  O arranjo em que vivemos hoje não é o primeiro experimento da história com um sistema de dinheiro de papel, tampouco estamos vivendo a primeira desvalorização do dinheiro em larga escala.  Com efeito, as lições da história já haviam sido apreendidas pelos pais fundadores dos Estados Unidos, os quais escreveram claramente na Constituição americana:

"Nenhum estado deverá... tornar qualquer coisa que não seja moedas de ouro e prata em meio de pagamento forçado para a quitação de dívidas."

Embora sempre tenha existido a possibilidade de outra moeda de papel crescer a ponto de assumir o lugar o do dólar como moeda internacional de reserva, e assim dar continuidade a esse experimento irracional de dinheiro em contínua desvalorização, as circunstâncias específicas que predominam atualmente tornam cada vez menos provável que isso ocorra.  Ao contrário: de minha perspectiva, vejo sinais de que o mundo está voltando para o ouro a uma velocidade atordoante.

Isso seria meramente um retorno à normalidade e traria muitas implicações positivas para a economia global.  É certamente um rumo que todos nós devemos acolher favoravelmente, e lucrar com isso.